“Low cost” representa 10.6% do tráfego da Madeira

de Sérgio Bastos 13 Novembro 2008 | Aeroportos, Companhias Aéreas, Economia, Funchal, Portugal, Turismo

Segundo um estudo a que o Público teve acesso, o número de visitantes da Madeira poderá aumentar meio milhão até 2015 que, e em parte, pode ser sustentado pelo tráfego de companhias aéreas de baixo custo.

A sua cota de mercado representa já 10.6% do tráfego total de e para a Madeira. Ao forte crescimento da presença de tráfego “low cost” no arquipélago é atribuído o contributo de clientes de regimes timesharing.

O estudo alerta para alguns pontos menos positivos da aviação “low cost”: as companhias retêm 36% do mercado; dependem em boa parte de sistemas de incentivos institucionais; e são flexíveis na substituição de rotas, o que cria incerteza e instabilidade.

O turismo representa 11% do PIB da economia do Arquipélago da Madeira.

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    sobre o autor

    Sérgio Bastos é Consultor de Comunicação em Social Media. Blogger desde 2003, é autor do LowCostPortugal (turismo) e Webismo (tecnologia. web 2.0 e comunicação) e colabora no Do Vinil ao Digital (música), blogue do Expresso. Envie mensagem directa no Twitter.

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    { 2 comments… leia-os abaixo ou comente também }

    Rui 14 Novembro 2008 , 20:48

    Na verdade esta projecção de mercado está associada a outra.

    Em Portugal, até à data, nunca houve a capacidade e/ou o interesse de fixar uma lowcost em Lisboa ou no Porto em termos de HUB.

    O interesse foi demonstrar estatisticamente o esgotamento da Portela para justificar a “ota na Ota, ou a Ota em Alcochete”, mais industria de estudos e insunuações politicas de vários actores interessados em protagonismo e em imobiliário.

    Como numa das últimas vezes que aqui se referiu sobre a rota Lisboa / Funchal, a origem dos voos está (no caso da easy) em Madrid, fazendo escala em direcção ao Fuchal e vice versa.

    Ora nesta lógica de produção de viagens (e comercial / marketing pelo Stelius), qualquer aumento que se venha a verificar para a Madeira com escala no Porto ou Lisboa, e origem de Madrid, irá implicar mais concorrência no eixo “Lisboa / Madrid”, podendo concluir-se mais indução de competitividade nessa relação.

    Sendo Lisboa / Madrid um eixo onde a TAP opera e “realiza” parte da receita, bem como a Ibéria pela deslocação de voos O(origem)/D(destino) alvo do efeito das lowcost, vai-se assistir à canibalização do Lisboa / Madrid.

    Assunto a acompanhar por perto, sendo certo que a Rya não vai estar certamente muito tempo ausente.

    A

    Rui

      Rui 14 Novembro 2008 , 20:56

      Não vai estar ausente a Rya, como outras dada a abertura ao tráfego de passageiros do Aeroporto de Madrid Sur, no qual já opera a AirBerlin como um dos seus HUB, assim como a AirNostrum (associada da Ibéria).

      Ao nível da carga aérea, e pelo posicionamento desse aeroporto em cima da Linha de Alta Velocidade “Madrid - Cordova - sevilha”, bem como Auto Estrada é expectável que o panorama da carga aérea em Portugal tenha de ser revista, o que afectará as contas do aeroporto da Ota em Alcochete.

      Para já, a ligação da Ota em Alcochete em termos de Alta Velocidade ferroviária não convive pelo simples facto da ligação ferroviária a esse projectado aeroporto ser em Ramal e não na continuidade de uma relação ferroviária.

      Para o ano, e não está longe, vai abrir o Aeroporto de Badajoz, onde irá operar a Rya, estando em bom ritmo a construção da linha de Alta Velocidade Madrid - Carceres - Mérida - Badajoz. Não só a linha de Alta Velocidade está a ser construída, bem como a Linha Ferrea convencional (bitola ibérica) está a ser mantida para parâmetros de velocidade e conforto na ordem dos 160 km/h.

      Por certo que o Aeroporto de Badajoz vai ser a siesta do Aeroporto de Beja.

      A

      Rui

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