Belmiro de Azevedo quer aeroportos adaptados a oferta low cost

O empresário Belmiro de Azevedo foi ontem constituído sócio honorário da Associação Comercial do Porto. Na cerimónia que decorreu no Palácio da Bolsa, falou sobre aeroportos alternativos, a sua conexão com a Portela e a forma de adiar a construção de um novo aeroporto de Lisboa.

Na sua opinião, a adaptação de aeroportos como no Porto, Rio Frio, Madeira e Ponta Delgada a tráfego de companhias aéreas de baixo custo seria uma mais-valia para o país. “Se esses aeroportos forem postos ao serviço das low cost temos aeroporto de Lisboa para 20 anos”, constatou.

Sobre a entidade gestora dos aeroportos, o empresário da SONAE afirma “o projecto da ANA é completamente contrário aos interesses do norte. O monopólio privado é bem pior que um monopólio público. Nós queremos é concorrência”.

Ontem também, numa conferência sobre o Orçamento de Estado 2010, organizada pela KPMG e Diário Económico, desferiu um ataque ao investimento no comboio de alta velocidade: “é impossível que o TGV vá competir com as ‘low-cost’”.

Relativamente a voos low cost para os Açores, a sua posição é sobejamente conhecida.

, Março 12th, 2010, Etiquetas:, , , , , , , , , , ,

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4 Comentário sobre Belmiro de Azevedo quer aeroportos adaptados a oferta low cost

  1. Colipo Responder

    12 Março 2010 at 15:00

    A sua opinião quanto ao TGV é mais que acertada… efectivamente como se pode pensar que o TGV pode concorrer com frequências diárias de low cost,por exemplo, entre Porto ou Madrid. Será deitar dinheiro para o lixo. O TGV não constitui tão grande novidade quanto isso para a maioria da Europa. É já um modo de transporte mais que ultrapassado e dispendioso para rotas de média distância.

  2. eds Responder

    15 Março 2010 at 10:01

    eu estando no estrangeiro ainda hoje me custa a crer q essa seita de politicoszinhos vai levar o tgv para a frente….. n têm memo q fazer ao dinheiro!!! portugal em breve vai tar pior q a grecia…. metem esses chupistas todos na rua pá

  3. Miguel Santos Responder

    16 Março 2010 at 0:39

    Sim, mas não nos esqueçamos que os Açores têm nove ilhas e que neste momento São Miguel é a única que beneficia de ligações para o Porto e para Lisboa, apesar de nenhuma das operadoras aéreas ser Low-Cost. Só o Grupo Central tem 3 rotas, ou seja Terceira, Faial e Pico, todas para Lisboa. Penso que será óbvio que se abram ao “Low-Cost” 3 rotas, uma no Pico ou no Faial, outra na Terceira e uma outra em São Miguel. O Pico, São Jorge e Faial têm diariamente ligações marítimas entre si, pelo que ficariam servidas. Não é bom sequer pensar que as ilhas do grupo central fiquem de fora da liberalização das rotas aéreas. Penso existir espaço para todos, “Low-Cost”, SATA e TAP. Mas deve-se pensar no equilíbrio das ilhas e nas ligações marítimas existente. Outra situação é que o custo dos produtos no consumidor final nos Açores é extremamente elevado, tornando o custo de vida dos açorianos ainda mais oneroso. Por isso, dever-se-ia repensar o modelo de transporte marítimo de passageiros inter-ilhas, pensando na necessidade de ligar a Terceira a São Jorge, como alternativa ao a transporte aéreo, já que a mesma (Terceira), no grupo dentral só se liga às restantes (Faial, Pico, São Jorge) através do avião); não existe, portanto uma opção económica para passageiros que por exemplo sejam de São Jorge, queiram ir para a Terceira, por exemplo como alternativa. Por outro lado, o transporte naval de contentores (mercadorias) precisa ser urgentemente repensado, de modo a beneficiar a população açoriana. Não pode isto continuar assim. A redução do IVA nos Açores não compensa a perda de poder de compra, pode minimizar, mas os açorianos pagam uma pesada factura no preço dos produtos quer seja um bilhete de avião ou um kg de fruta. No continente, chega-se ao cúmulo de comprar um pacote de manteiga açoriana por €0,80 e nos Açores por €1,40 ou mais. Apenas um simples exemplo claro está. Esperemos bem que os açorianos possam ter a oportunidade de oferecer os seus vários produtos turísticos ao mundo, a sua genuinidade sem esta asfixia que o transporte aéreo e naval tem exercido sobre a economia regional e no fundo a todo o país que, se vê em dificuldade em se aproximar dos seus.

  4. jorge Responder

    30 Julho 2011 at 23:14

    e sr Belmiro,não se esqueça do potencial do aeroporto de beja,que pode ser uma mais valia para o nosso País,com carga aerea,manutenção e tb low-cost.
    bem haja

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