Crescimento acentuado da easyjet e Vueling em Lisboa
Publicado a 26 Setembro 2007 8:32 por Sérgio Bastos em Aeroportos, Companhias Aéreas, Lisboa, Portugal.No mês de Agosto passaram pela Portela 1.490.045 passageiros, mais 8.3% que no mesmo mês em 2006. Em 12 meses quase 9 milhões clientes usufruiriam das instalações do aeroporto internacional de Lisboa.
Entre as 10 companhias com maior tráfego, posicionavam-se três "low cost". Ei-las com o respectivo número de passageiros de Agosto de 2007 e taxa de crescimento no período homólogo:
EasyJet Airlines 42.575 70.3%
Vueling Airlines 36.928 48.9%
EasyJet Switzerland 25.346 45.4%
A TAP liderou em Agosto com 742.720 passageiros e uma subida de 16.1% relativamente a 2006. De referir que os dados da TAP somam o tráfego que há um ano era operado pela Portugália.
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Para além dos números adiantados, os quais merecem as nossas dúvidas em face de:
- Ter-se caído na tentação estatística de incluir os tráfegos da Portugália, os quais, desde há bastante tempo já se encontravam em queda, sendo pouco provável que a TAP tenha compensado essa tendência por:
- Estratégica de cancelamento de voos pela TAP, com especial incidência nas rotas operadas pela PGA, “gerindo” a “fasquia” dos 80% dos slots, abaixo do qual existe a possibilidade de perda do slot. Neste particular recorde-se o artigo do Cmdt Sousa Monteiro quanto à nomeação de um quadro do INAC para um organismo internacional, tendo para o efeito o apoio da tutela e da TAP nas instância internacionais, quiçá para ter o INAC do “lado” da TAP quanto a esta questão (dos slots).
O anúncio destes números, bem como de outros actos como a entrevista na TSF pela presidente da TAP, um “encontro” reportado na TVI-Jornal da Noite, inserem-se numa estratégia que visa criar condições ao anúncio do novo aeroporto por parte do Ministro.
Alertado pelo RR, relativamente à entrevista dada à TSF, Fernando Pinto argumentou que a situação de falência da Alitália deve-se a esta companhia de bandeira operar em 2 HUB’s.
Se na realidade a questão de ter dois HUB é motivo para “má gestão”, então o que dizer de uma das principais companhias da StarAliance - Lufthansa a qual opera em Frankfurt e Minique. De manhã, partem de Lisboa dois A300 da Lufthansa com destino a estes dois aeroportos para dar ligação aos voos para os EUA / Canadá.
Portanto, segurem-se que Fernando Pinto anúnciou com “pompa e circunstância” o encerramento da Lufthansa.
Oferece dizer, que este argumento é justificativo da TAP estar praticamente ausente de Faro, não concorrendo para o turismo nacional (mas sim brazileiro), e no Porto estar a sofrer a erosão das Low Cost. A médio prazo ficara acantonada na Portela.
Como foi mostrado na TVI, Fernando Pinto referiu-se à questão dos 2 aeroportos de Lisboa (Portela Montijo), bem como os acessos,… . Nesta questão importa dizer que aqui NUNCA se defendeu a deslocação da TAP para o Montijo. A TAP ficaria a operar numa Portela, ao passo que o Montijo era operado pelas Low Cost e Charters .
O risco do Montijo traduz-se na possibilidade dos voos da TAP para o longo curso virem a ter de serem alimentados pelas Low Cost, mas dado o “orgulho” da TAP, esta passa bem sem as Low Cost no sentido de alimentar os seus voos (aliás nem é esse o conceito de serviço das Low Cost).
De qualquer forma, e depois de umas semanas de silêncio por parte de todos os responsáveis pelo sector aéreo, começou a campanha que se vai traduzir no “climax” do anúncio do novo aeroporto.
Vamos gostar de saber dos argumentos, justificativos de uma “OTA”, apoiada finaceiramente nos “bancáveis” terrenos da Portela.
Sim, é claro, dada a estratégia de marketing das Low Cost, a sua pressão pelos preços, os resultados da TAP não podem ser satisfatórios. Os rácios de produtividade são o que são, a receita por passageiro/km devia de ser divulgada.