MIT reflecte sobre novo Aeroporto de Lisboa
Publicado a 19 Junho 2007 14:01 por Sérgio Bastos em Aeroportos, Citações, Companhias Aéreas, Lisboa, Portugal."Since the plans for the development of the 3 billion Euro new airport for Lisbon emerged in 1990s, the air transport situation has changed dramatically — in Europe in general, and Portugal in particular. Along with trends across the continent, the low-cost airlineshave developed strongly, and the mid-size national airlines (such as Olympic, Sabena, Swissair – and including TAP) have struggled financially and required substantial subsidies to stay alive. Inshort, the low-cost carriers have become important participants in Portuguese air transport, and
need to be considered seriously."
Esta afirmação faz parte de um estudo Material Availability and the Supply Chain: Risks Effects and Responses. Foi elaborado por Richard de Neufville da Engineering Systems Division da conhecida Massachusetts Institute of Technology (M.I.T).
Divulgado em Maio de 2007, parte do estudo reflecte sobre o novo aeroporto internacional de Lisboa fazendo ver que o "negócio" dos transportes é complexo, vive num contexto de rápida mudança e que, sobretudo, decisões de milhões não podem ser tomadas de animo leve. Sublinha que o sector "low cost" terá de fazer parte da decisão final. e não é mero acessório.



Portela sempre ….
Mais 1 e já!!!!!!!!!!!!!!!!
Refere igualmente que tanto a TAP como a Olympic recebem subsídios governamentais para manter as portas abertas.
Quem quiser investir algum tempo no site do Richard Neufville, vai poder enumerar uma série de alertas à construção de uma infraestrutura aeroportuário muito ambiciosa, tais como:
- Será rentável uma OTA/Alcochete apenas com uma TAP em HUB?
- O efeito das LC não afastará outras companhias de bandeira de Portugal?
- O aumento das taxas aeroportuárias não poderá levar a que as LC reafectem o seu equipamento (aviões) para outros países?
- Poderá Portugal prescindir de um mercado emissor de turistas como Inglaterra, que hoje opta pelo conceito LC?
- Com a “privatização” da TAP, irá esta manter-se em mãos nacionais?
- A falta de crescimento da riqueza em Portugal será compatível com as expectativas (lucro) de um qualquer investidor privado que se “atravesse” numa Ota/Alcochete? Quais as garantias que o governo terá de oferecer?
Um mar de incertezas, onde os reflexos já se fazem sentir no cancelamento de voos da TAP Portugália, ou seja, falta de competitividade NO mercado.
Mais importante do que oferecer as soluções será “fazer as perguntas correctas”.
Rs
Algo que ouvi hoje na televisão e é verdade, Lisboa vai perder muito com a saida da Portela do “centro” de lisboa e passar para a periferia. Com certeza, que sou a favor de o estado parar de subsidiar tanto companhias aéreas com qualquer outra empresa que não traga lucro para o Estado.
As companhias neste caso, devem se saber gerir e deixar de acumular dividas, temos é que pensar além de agradar a TAP, agradar aos portugueses e aos interesses de comércio do pais.
“.”
A coisa mais fantástica de todas, é que não fomos capazes de aprender com o caso da Sabena, Swissair. O estudo desses casos permitiam aos politicos ganhar tempo, antecipar as soluções e colocar o contribuinte a salvo de surpresas.
Agora é mais do que certo que nos querem fazer acreditar que as soluções se limitam a um novo aeroporto. Quem estiver mais atento verifica o que tem sido a politica de aproveitamento das infraestruturas em Portugal.
Desde campos de bola, hospitais, estão a fechar por falta de visão e de capacidade de gestão. Em vez de investimentos são custos.
Portugal sempre foi um Pais receptor de turistas, esteve a ignorar as LC, ainda faz questão em ignorá-las, esbanjam recursos com o saneamento financeiro ao Ricardo Salgado por via da PGA, querem avançar para a OTA e em força. A coisa não chega.
Bato palmas, desde que os meus filhos daqui a algum tempo estejam a estudar no estrangeiro, pois não têm de pagar pelos erros dos outros.
Onde estão os filhos do Guterros, onde estiveram a estudar?
Há coisas fantásticas, e neste caso divertidas.