O candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, comentou ontem o presente e futuro do aeroporto internacional de Lisboa e do de Beja.
“É evidente que o novo aeroporto [de Lisboa] devia ser adiado. Há alternativas que nos permitiriam poupar essa aventura de endividamento”, afirmou.
Em sua análise, o tráfego aéreo actual não justifica a saída das instalações da Portela e “se acomodarmos as low cost numa base, como, por exemplo, a do Montijo ou outra análoga, conseguimos uma boa rentabilização da Portela“.
Afirma também que o aeroporto de Beja deveria ser rentabilizado para transporte de carga (reportagem da TVI, ao minuto 1:45). Conclui que é injustificável que a infraestrutura alentejana esteja “sem objectivos”.
O aeroporto de Alcochete continua a suscitar dúvidas. Embora esteja tudo acertado a nível governamental, Miguel Sousa Tavares, Paulo Rangel e outras vozes têm questionado se não seria mais sensato a preservação da Portela e mesmo a adaptação do Montijo a um “terminal” de aviação low cost. Em Espanha, os aeroportos de Lleida e Ciudad Real demonstram uma estratégia diferente de fomentar o transporte e turismo de grandes urbes.
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O Novo Aeroporto de Lisboa é bom para Lisboa e para o Pais, disto creio que nao ha duvidas.
O eterno problema é o dinheiro!
Com dinheiro ate podemos fazer cascatas de agua no deserto e pistas de ski no deserto.
Mas quem vai pagar o Novo Aeroporto?
Temos dinheiro para fazer o Novo Aeroporto?
Se nao temos dinheiro publico, como podemos encontrar dinheiro privado?
Mais uma vez, estudos de viabilidade economica impoem-se antes de enterrar o dinheiro dos contribuintes em possiveis ELEFANTES BRANCOS.
Aeroporto de Beja começa a ser noticia pelos piores motivos: Aeroporto de Beja esta feito e ninguem se interessa por esta infra-estrutura que dista 200km de Lisboa, 150km de Faro e 100km de Sines.
E sobretudo porque o Aeroporto de Beja, nao esta no percurso da nova Linha Ferroviaria entre Lisboa e Madrid, nem esta localizado no cluster Aeronautico Portugues = Evora.
Aeroporto de Beja esta longe de tudo e todos os interessados em apanhar o aviao. Embora a localizaçao seja excecional em termos de disponibilidade da infra-estrutura 24h sobre 24h é preciso ver que o preço da deslocaçao dos bens e pessoas para o Aeroporto é muito grande e o torna pouco competitivo porque esta longe de tudo e todos.
Creio que antes de se lançar em projetos fantasticos com o dinheiro publico impoem-se estudos de VIABILIDADE ECONOMICA!
Se os projetos teem Viabilidade Economica, vamos em frente!
Caros,
O mal dos nossos politicos é, por vezes, falarem de coisas sobre as quais não têm conhecimentos técnicos.
O aeroporto (base militar) do Montijo com as suas pistas 01/19 e 08/26 vai entrar em “conflito de trafego aéreo” com a aproximação às pistas de Lisboa (03/21 e 35/17). É uma opção que desagrada profundamente os controladores de trafego aéreo.
Seria perigoso o cruzamento de aeronaves nesta zona (LPMT e LPPT) …
O tempo necessário para as aproximações ia ser longo e a pista do Montijo é uma solução só no papel, na práctica não ia resultar !
Um abraço,
Jopeg
Se for criada uma base de Low Cost no Montijo não há problemas com a Portela. A Ryanair com 3 a 4 aviões só tinha que fazer 30 voos diários. A Portela só tem mais voos entre a 8h até às 9h. Depois dessa hora a frequência de voos na Portela é muito baixa. Através do controle de tráfego aéreo é perfeitamente possível utilizar Montijo e Portela. Existem grandes cidades na europa que têm vários aeroportos e bases que funcionam simultâneamente. É possível devido controle de tráfego aéreo.
Se não quiserem usar o Montijo podem ir para Évora ou para outro local
Todas as lojas da Portela sabem pela caixa registadora que o aeroporto está praticamente às moscas fora a hora de ponta (8-9) e de semi-ponta (14-15))que tem nas 16 horas em que está aberto à circulação. Bastaria um gráfico das caixas registadores para chegar a esta conclusão insofismável, sem gastar rios de euros com consultores das confrarias do Bloco Central da Corrupção. Os jornalistas têm que começar a interrogar o pseudo-ministro Mendonça e José Sócrates sobre a mentira insistente do esgotamento da Portela.