Portela, mais um terminal
Publicado a 19 Julho 2007 13:49 por Sérgio Bastos em Aeroportos, Lisboa, Portugal.
A 1 de Agosto será inaugurado o Terminal 2 do Aeroporto de Lisboa. A infraestrutura foi planeada para descongestionar os movimentos do único terminal existente. Trabalhará partidas de vôos para Porto, Faro, Madeira, Açores, Bragança e Vila Real.
Numa primeira fase não se prevê que vôos comerciais baixo custo usem o novo investimento. "Se houver companhias aéreas de low-cost interessadas, essa possibilidade será analisada", afirmou o director do Aeroporto de Lisboa, Francisco Severino.
Acrescentou ainda que "a intenção é estabilizar os voos domésticos e começar a falar com outras companhias para saber se querem utilizar o novo terminal a partir do Verão IATA 2008".
Orçado em 18 milhões de Euros, o Terminal 2 tem a capacidade para receber 1500 passageiros por hora e mais de 2 milhões por ano.
Fonte: Diário Económico



Agradecendo os elogios de “maioridade”, confesso que desprezo tudo o que é politico em Portugal, valorizando sim as pessoas, não por aquilo que aparentam ser, mas por aquilo que produzem, não se deixando seduzir por “tirar de onde é preciso para onde parece”.
Esta questão do terminal 2 está ligada às Low Cost, para as quais não existe um estratégia coerente da tutela nem da TAP, a mais directamente interessada.
Concretamente, o adiar para 2008 a questão das LC, considerando os seus pedidos “avulso” corrobora aquilo que o Prof. de Neufville diz sobre o que é a “volatilidade” do transporte aéreo. Existe inclusivamente uma fórmula matemática para explicar o “fenómeno”.
Como entendo que se deve estar numa perspectiva de acrescentar valor e informação, desde já dou autorização ao Sérgio para dar o meu contacto (já divulgado noutro post) para quem quiser pedir informação sobre matéria de Low Cost.
Com isto, o conceito de “volatilidade” vai ser aquilo que a TAP ainda transportar depois do verão, implicando um necessário reajuste da oferta da TAP, com a cedência (a contragosto !) de slots para as Low Cost.
Nesse mesmo cenário de cedência de slots às Low Cost por parte da ANA, o seu aproveitamento ou não depende dos “HUB” onde as L C estão sedeadas e a operar.
Como foi feito em Badajoz pela Junta da Extremadura com a Ryanair, seria estratégico que uma LC fosse fixada em Lisboa. Quando digo Lisboa, digo por exemplo no Montijo, pois essa era uma forma de retirar a concorrência directa à TAP, e de alguma forma atenuar a erosão das LC à TAP.
Contra esta opção, está o exemplo dos aeroportos de Dorval e Mirabel, onde a retirada dos voos internacionais para Mirabel levou a que as principais companhias aéreas de bandeira optassem por Toronto - Pearson.
O que é facto, e isso é indesmentível é que em Portugal ainda não se sabe “pegar” no assunto “Low Cost”, sendo considerado ainda um fenómeno, sendo certo contudo que a operação em Portugal das LC estraga a pouca (ou nenhuma) rentabilidade dos voos da TAP, só se justificando os mesmo nalguns casos por motivos de fortes compromissos entre operadores e/ou políticos.
O tempo de reacção da TAP é critico, especialmente para os voos de médio curso. Mas como estamos a banhos.
Viva Rui,
Deixaste-me curioso com essa da formula que explica o crescimento das LC…
Podias explicar um pouca mais?
Obrigado.
Nuno
Sem palavras e com muita sabedoria é isso aí ó,ó, RUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!