A possibilidade de companhias “baixo custo” operarem da Europa para o arquipélago dos Açores continua em estudo. Com uma capacidade hoteleira e um mercado turístico inferior ao da Madeira, a governo açoriano equaciona o impacto que a easyJet terá nas operações para aquela região autónoma.
“Temos tido alguns contactos, nomeadamente com companhias da França, Alemanha e Inglaterra (…) há umas negociações que estão mais avançadas do que outras”. Quem o diz é o secretário regional da Economia dos Açores, Duarte Ponte.
Os responsáveis açorianos sabem que as rotas easyJet para a Madeira foram obtidas após longas negociações onde incentivos, financiamentos e objectivos foram firmados. “Há um contrato feito entre o Governo Regional da Madeira e a ANAM para uma low cost, a easyJet, fazer a ligação entre a Madeira e dois destinos em Inglaterra, mas esse contrato envolve dois milhões de euros”, afirma Duarte Ponte.
O assunto está a ser avaliado e não consta que hajam desenvolvimentos muito em breve. O secretário regional da Economia confirma “dois milhões de euros não é de graça, temos de ver os custos/benefícios e perceber o sucesso que a Madeira vai ter. (…) É um assunto que vamos ver”
“os cancelamentos de voos da TAP, nos próximos meses, na Portela, serão um importante indicador da falta de rentabilidade de várias rotas devido à forte concorrência das ‘Low Cost’.”
Em Outubro, o aeroporto da Portela contabilizou 1.188.502 passageiros, o que figura um crescimento de 8.1% relativamente ao mesmo mês de 2006.
A easyJet secunda a TAP, tanto a nível de movimentos como de clientes transportados. Em ambas as categorias cresce acima dos 75%, resultado incomparável a outra companhia a operar em Lisboa.
Assim, a easyJet transportou 72.592 passageiros em Outubro, e em 12 meses tem perto de 600 mil. Movimentos desta companhia “low cost” de e para Lisboa foram 560.
As companhias portuguesas TAP e SATA, ficaram nos outros dois lugares do pódium. Transportaram respectivamente 633.394 e 52.681 clientes.
Em Portugal, easyJet domina em Faro e está em segundo lugar em Lisboa. Ryanair ocupa o segundo posto no Porto. Obviamente se deduz que as “low cost” têm, hoje em dia, larga importância no turismo e no sector de transporte português.
O aeroporto Francisco Sá Carneiro voltou a registar bons números durante Outubro. Mais 17.8% passageiros e mais 5.6% de operações, relativamente ao mesmo mês de 2006.
Na entrada de época Inverno IATA, onde novas operações são introduzidas, a Ryanair e Transavia figuravam entre as companhias que mais passageiros transportavam para o Porto.
A Ryanair ocupa o segundo lugar com 69.984 clientes, e a Transavia contabilizou 14.204, quedando-se em quarto posto. A TAP está em primeiro com 137.434 passageiros servidos durante Outubro 2007.
Até ao fim do ano a Ryanair inaugura 5 rotas a partir do Porto. Se em Outubro de 2007 teve mais 48.4% de passageiros, os próximos meses prometem uma boa taxa de crescimento.
Como noticiado a Maio, a rota Bristol – Porto efectua-se a partir de hoje, 7 de Novembro 2007.
Segundo a Ryanair o vôo inaugural, que chegou às 8h50 ao Porto, registava uma taxa de ocupação de 75%. Um facto positivo.
Esta opção da companhia de baixo custo irlandesa realiza-se à Quarta-Feira, Sexta-Feira e Domingo. O vôo parte às 6h30 de Bristol e chega ao Porto às 8h50. O percurso inverso tem saída às 9h15 e chegada às 11h35.
A Ryanair informa que as novas rotas podem ser adquiridas 10 euros durante esta semana. Preço por percurso, já com taxas incluídas.
A partir de hoje os aviões da companhia “low fare” BRA vão deixar de descolar.
Após oito anos de actividade, problemas financeiros levaram a que desde ontem não se vendam tarifas para operações BRA. Cerca de 1100 empregados da companhia receberam pré-aviso de demissão e o sítio da companhia transmite uma mensagem de “suspensão temporária”.
A empresa tem actualmente 100 milhões de dólares de prejuízo, embora tenham recebido investimentos, em Dezembro de 2006, no valor de 180 milhões de dólares.
A BRA tem 180 dias para retomar actividade para não perder a concessão mas, segundo analistas, o cenário parece de todo impossível. O encerramento é o cenário mais plausível.
Com o encerrar da BRA, quem viaja entre Brasil e Portugal volta a ficar só com uma opção regular: TAP. O negócio de alguns operadores turísticos, bem como as tarifas que a companhia já tinha vendido para os próximos meses serão operadas por outras empresas, segundo responsáveis da BRA.
Últimos comentários