Com o aeroporto de Beja em fase de certificação para voos comerciais, é inevitável olhar para o outro lado da fronteira, nomeadamente, para o aeroporto de Badajoz.
Em 2009, cerca de 75 mil passageiros voaram através deste aeroporto que ainda está a receber obras de ampliação. Air Nostrum e Air Europa são as únicas companhias com operações. Já foram desenvolvidas negociações com a Ryanair, mas não se firmou um acordo.
A reportagem da Extremadura TV que podem ver dentro de seguida, toma por exemplo o aeroporto de Badajoz e aborda também os planos de Beja.
“A actual autorização é válida para operações de voos domésticos sem passageiros, para efeitos de estacionamento, manutenção ou outras actividades, com utilização exclusiva de infra-estruturas militares e nas condições operacionais a divulgar” afirma o INAC em comunicado.
A conclusão da certificação só deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2011. A expectativa da ANA aponta para que, no Verão IATA do próximo ano, o aeroporto possa já receber uma operação charter semanal.
A confirmação de Beja como novo aeroporto comercial e o lobby para a reestruturação de Monte Real ou a criação de uma infraestrutura no centro do país para o tráfego civil, têm sido notícia constante ao longo dos últimos anos. As companhias low cost têm sido apontadas como solução em ambos os cenários.
Voos comerciais em Beja só em Março 2011
A informação mais recente confirma a de há um mês: aviação comercial no aeroporto só em Março de 2011, caso haja companhia charter interessada. A possibilidade de se realizar voos de aviões sem passageiros para estacionamento e manutenção será uma realidade ainda em 2010. O Jornal de Negócios afirmava ontem a possibilidade da Embraer estar interessada em usar a infra-estrutura.
Abertura de Monte Real á aviação civil. A luta continua mas sem estudos de viabilidade.
O Fórum Centro Portugal esteve há duas na Assembleia da República onde se reuniu com a Comissão Parlamentar das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Esta entidade defende a abertura à aviação civil da Base Aérea n.º 5, em Monte Real.
Têm sido realizadas diversas iniciativas de “lobby”, no entanto, foi suspenso um estudo iria fundamentar a abertura ao tráfego aéreo da base de Monte Real. António Pais Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, coordenava a investigação desde Maio de 2009. A entrega do relatório seria realizada em Março de 2010. Segundo o Diário de Leiria, integrava mais investigadores, representantes da ANA – Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil e da Força Aérea Portuguesa.
O aeroporto de Beja estará prestes a receber certificação do INAC para aviação sem carga e passageiros, adianta o Expresso. Na prática, a infra-estrutura fica adequada para parqueamento de aviões. Tem disponíveis quatro posições para aeronaves grandes (wide-body) no aeroporto e seis na base aérea.
Como ainda não recebeu certificação para receber voos comerciais, esta medida cumpre dois objectivos: compensar algumas companhias, que se queixam de taxas elevadas de estacionamento em Lisboa; e mostrar serviço no investimento de Beja.
Euroatlantic, White, Hifly e Luzair, companhias charter do mercado português, podem vir a parquear aviões em Beja, adianta o semanário. Com o aumento de taxas de estacionamento em Lisboa, estas companhias movimentaram aeronaves para o Porto, Faro e mesmo para o estrangeiro. A primeira tem um projecto para a criação de uma unidade de manutenção de aeronaves em Beja.
As informações mais recentes indicam que o aeroporto e Beja deve abrir à aviação civil em Setembro. O processo aguarda aprovação. Responsáveis da ANA ambicionam ter aviação charter no Verão IATA de 2011 nas instalações.
Aadaptação do aeroporto militar de Beja à aviação civil, foi planeada para voos low cost e charter. Desenvolver-se negociações com estas companhias, mas o cenário mais plausível é que o aeroporto seja usado, numa primeira fase, para parqueamento. As autoridades regionais, e a oposição, exigem que a infra-estrutura seja já capaz de fomentar o transporte de carga.
A base militar de Beja, que está a ser reconvertida em aeroporto civil, poderá ser uma solução segundo informa o Jornal de Negócios. Há conversações para receber aviões em regime de “dormitório”.
No 1º Congresso de Turismo do Alentejo, que se realizou na passada semana, as afirmações do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, causaram alguma estranheza. “[O aeroporto de Beja] é um caso em que a administração pública esteve à frente e conseguiu concluir a infra-estrutura quando os investimentos privados ainda não estão concluídos”.
O turismo é das valências para as quais o aeroporto foi pensado. Segundo o vice-presidente da Empresa Regional de Turismo do Alentejo, Vítor Silva, “só daqui a 20 anos, se tudo correr bem, é que a região sob influência do aeroporto terá 45 mil camas”. A ANA, que em Março de 2011 pretende ter voos charter para Beja, estima o transporte de oito e nove mil passageiros no próximo ano e de 23 mil em 2014.
Em declarações à Lusa, o director de estratégia e marketing aeroportuário da ANA, Leonel Horta Ribeiro, refere que estão a ser realizados esforços para que no verão IATA de 2011 hajam voos charter no aeroporto.
“Não julgamos, dentro dos ritmos que a aviação tem, que seja possível começar a operar no aeroporto de Beja antes de Março de 2011. Não quer dizer que a instalação das indústrias aeronáuticas não se comece a processar logo que a ANA tenha legalmente condições. Neste momento, a ANA não pode assinar contratos, porque, formalmente o aeroporto de Beja ainda não foi transferido [pelo Estado] para a concessão”, afirmou.
O aeroporto de Beja já conheceu várias datas para possível abertura, mas o atraso de obras tem levado ao adiamento. A estratégia inicial desta infraestrutura incluía, também, a operação de voos low cost mas registou-se uma mudança plano que contempla, essencialmente, companhias charter, transporte de carga e estacionamento de aviões.
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