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Melchior Moreira: “O monopólio na gestão de aeroportos não é o melhor modelo de privatização”

Na segunda parte da entrevista realizada ao presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, procurámos averiguar que ameaças e oportunidades do sector da aviação a norte do país. Abordamos o tema da possível privatização da ANA, os passageiros vindos da Galiza, os mercados emissores a explorar.

Em Maio o tráfego low cost representou mais de metade do total no Porto (50,7%). Não teme que o aeroporto Francisco Sá Carneiro fique demasiado dependente deste segmento de mercado que, por vezes, é volátil?

MM - O tráfego low cost representa um segmento importante em franca ascensão, especificamente em viagens de curta duração em que os passageiros preferem gastar menos, privilegiando a simplificação dos processos.

Estaria apreensivo se o Aeroporto que serve a região Norte não desse resposta também a este segmento de mercado. Agora, sabemos que estas companhias actuam de forma muito própria, ao primeiro sinal de que determinada rota não corresponde aos resultados previstos é cancelada.
O desafio para nós e para os agentes económicos é manter a atractividade do destino de forma a justificar a permanência das rotas que já conquistámos e, eventualmente captar mais. Tal como tem acontecido até aqui.

Mas neste processo não descuramos o papel preponderante que as companhias de bandeira têm no sector, nomeadamente no turismo de negócios. Este segmento está em franca ascensão na região, com a crescente captação de congressos e desenvolvimento de infraestruturas a uma nova escala (caso do projecto para o Pavilhão Rosa Mota). Além disso, os mercados brasileiro e norte-americano são cada vez mais uma fatia representativa da globalidade dos turistas que nos escolhem, pelo que tanto as companhias de bandeira como o próprio Aeroporto Sá Carneiro estão atentos a estes indicadores.

O Porto tem boas acessibilidades aéreas para França, Suíça, Inglaterra e não só. Que outros mercados deveriam as companhias de aviação apostar de agora em diante?  Que necessidades tem a região norte?

MM - Consideramos fundamental potenciar no âmbito de sinergias estratégicas público-privadas novas rotas no sentido de incrementar significativamente o Turismo da região. Actualmente existem 52 voos directos para o Porto das mais variadas proveniências utilizando 11 companhias aéreas.

Tendo em conta as tendências da procura do destino Porto e Norte de Portugal nos últimos anos – alavancadas, em grande parte, pelas rotas aéreas que permitem a acessibilidade internacional ao destino, considera-se prioritária a concentração de esforços de promoção nos seguintes mercados geográficos: Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e Itália. Destaque, ainda, para o mercado brasileiro e asiático que merecem um esforço de promoção tendo em conta o seu potencial de crescimento.

O Porto recebe 500 mil passageiros espanhóis por ano, afirmou recentemente o director do aeroporto. Como manter ou aumentar esta cifra atendendo que a AENA está investir em captação de rotas e no melhorar dos três aeroportos da Galiza?

MM - O mercado Interno Alargado representa uma fatia fundamental dos turistas que nos visitam. Neste sentido estamos a trabalhar no sentido de aumentar sustentadamente os índices de notoriedade da marca do Destino Turístico Porto e Norte. Para tal estamos a incentivar uma maior articulação de acções de comunicação com os agentes económicos instalados nos mercados, nomeadamente companhias aéreas, mediadas e acompanhadas pelas delegações da AICEP e em sintonia com o Turismo de Portugal.

A ANA deverá ser privatizada nos próximos dois anos. Para a região do Porto e Norte, um aeroporto privado e independente de outras infra-estruturas aéreas portuguesas seria mais vantajoso para a economia e turismo?

MM - Uma situação de monopólio privado em termos de gestão das estruturas aéreas portuguesas não constituiria vantagens competitivas, especificamente, para o utilizador final. Consideramos que a gestão autónoma sob a forma de parcerias público-privadas será o modelo que melhor retorno poderá representar para a economia e o desenvolvimento regional equitativo com reflexos visíveis no aumento do turismo nacional.

Melchior Moreira: “Low cost é uma tendência que o turismo do Porto e Norte acompanha, diversificando a oferta”

O desenvolvimento económico, turístico e a aviação comercial baixo custo têm uma relação próxima na região norte de Portugal. O investimento de companhias deste segmento no aeroporto Francisco Sá Carneiro tem aumentado os valores de tráfego e conduzido à alterações. Actualmente, as regulares repartem com as low cost o total de passageiros na cidade invicta.

Entrevistámos o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, no intuito de perceber a influência actual do tráfego low cost na região turística. Leia de em seguida a primeira parte da conversa.

O tráfego do aeroporto do Porto tem crescido acima dos dois dígitos, exceptuando o mês complicado de Abril 2010. O crescimento é reflexo do início da base Ryanair?

Melchior Moreira - Considerando que a base Ryanair compreende, actualmente, 24 destinos esta realidade reflecte-se claramente no crescimento do tráfego do aeroporto do Porto, tendo em atenção que a Ryanair é a companhia que mais se destaca em termos de aumento de passageiros.

Enquanto principais responsáveis da promoção da região, consideramos que os resultados que temos de crescimento se devem, também, ao Aeroporto Sá Carneiro que se apresenta como um parceiro estratégico e uma alavanca fundamental da procura turística.

As 55 rotas que temos entre companhias de bandeira e low cost constituem um impulso fundamental em termos de desempenho turístico do Porto e Norte de Portugal.

Em que medida é que as outras componentes do turismo se têm adaptado à oferta de voos mais baratos?

MM - A oferta disponível vai, naturalmente, adaptando-se às tendências do mercado, especificamente, aos turistas que procuram um serviço mais acessível, prático e simplificado.

O Porto e Norte de Portugal detém já unidades de alojamento que respondem às necessidades dos diferentes visitantes que nos procuram, seja através de uma estada mais económica ou de uma oferta de produtos e serviços mais abrangente. Precisamente porque voos mais baratos não significam, necessariamente, turismo low cost e a nossa oferta revela que somos atractivos para diferentes públicos.

A cidade do Porto corresponde cada vez mais ao estigma europeu de “segunda cidade”, com a junção da arquitectura moderna com o centro histórico, estilo de vida urbano, população pouco numerosa e hospitaleira, pólo efervescente de arte e cultura, segura, etc. Por esse motivo têm surgido hostels, mas também hotéis de luxo, hotéis de design, entre outros.

A restante região Norte tem na sua riqueza natural e diversidade paisagística e monumental um grande trunfo que tem sido aproveitado pelos agentes económicos. É nosso objectivo fazer do Norte de Portugal o primeiro destino wellness do país e o mercado tem evoluído nesse sentido.

Enquanto Entidade Regional temos, também, feito um esforço para apoiar e promover as iniciativas culturais locais que traduzem a essência e carácter do Norte e das suas gentes, permitindo aos turistas viverem uma experiência única e autêntica.

A rota Faro – Porto da Ryanair é um sucesso? É responsável por “escapadinhas” ao Norte do país de turistas que voam para o Algarve?

MM - O Algarve é tido como um destino de média/longa estadia para os nortenhos, enquanto a região Norte é forte no segmento “mini-férias”. Pela duração da viagem terrestre, era pouco viável para os habitantes do Sul do país visitarem-nos neste regime. A ligação doméstica Faro-Porto criou, sobretudo, novas possibilidades para o turismo interno entre os dois pólos geográficos de Portugal continental.

O último estudo trimestral “Perfil do turista que visita o Porto e Norte de Portugal” aponta para uma mudança de mentalidades de quem visita a região. As low cost recolhem mais preferência. Esta alteração também se reflecte nas receitas turísticas da região Porto e Norte?

MM - No âmbito do Estudo do Perfil do Turista que desenvolvemos em parceria com o IPDT e o Aeroporto Sá carneiro, consideramos que os resultados constituem uma acrescida responsabilidade na consolidação da excelência e qualidade que nos propusemos conferir ao Porto e Norte de Portugal.

Sabe-se hoje que não existe um “turista-tipo” a viajar em companhias low cost. Tanto viajam “bag packers” como famílias nestes voos, sendo que no primeiro caso a filosofia é uma experiência de viagem global de baixo custo e no segundo caso é apenas uma forma de viajar rápida e económica, permitindo uma estada mais desafogada, por exemplo.

De facto, as companhias de baixo custo estão no topo das preferências, mas esta realidade não se reflecte, globalmente, nas receitas turísticas da região. Como referem os dados do INE, os proveitos do Norte têm crescido, ao contrário da tendência quase generalizada. Em Abril, por exemplo, a subida foi de 14%, entre as positivas foi a única de dois dígitos. Somos a única região a crescer no número de dormidas há onze meses consecutivos e com variações bastante positivas nos restantes indicadores.

(continua)

Ryanair anunciou base do Porto há 1 ano

A abertura da base no Porto, a 33ª da Ryanair, foi conhecida há 12 meses. A 2 de Julho de 2009, Michael Cawley, o Chief Operating Officer da companhia, deu a conhecer um investimento de 140 milhões de euros que se traduziria em novas rotas, dois aviões, empregos e no fomento da economia local.

Actualmente a base voa para 24 destinos, tem três aviões e poderá, em breve, superar a TAP como companhia que mais passageiros transporta no aeroporto Francisco Sá Caneiro.

Assinalamos a data, entrevistando uma das personagens que lidou e lida com centro operacional do Porto. Daniel de Carvalho, director de comunicação da Ryanair.

Entre avanços e recuos, a base no Porto levou quantos anos a negociar antes de ser anunciada a 2 de Julho de 2009?
Daniel de Carvalho –
Houve conversações desde que começámos a operar para o Porto. Ou seja, desde 19 de Janeiro de 2005, data em que estreámos a ligação para Londres (Stansted).

Desde início operacional da base (Outubro/Novembro 2009), o tráfego do aeroporto do Porto tem crescido na ordem dos dois dígitos. Coincidência ou efeito Ryanair?
DC –
Claramente efeito Ryanair. Há passageiros que têm mudado das tarifas altas da easyJet, Transavia ou TAP mas também há pessoas que antes não voavam e têm preferido a nossa oferta.

Que impacto tem hoje a Ryanair no desenvolvimento económico e turístico do Porto e região norte?
DC - Este ano transportaremos 2,5 milhões passageiros de/para o Porto o que sustentará 2500 postos de trabalho. Os visitantes deixarão aproximadamente 275 milhões de euros na região.

Perspectiva-se, em breve, que a Ryanair ultrapasse TAP em número de pessoas transportadas. Qual o futuro do segmento low cost e regular no aeroporto Francisco Sá Carneiro?
DC -
A TAP continua a ter razão de ser nas rotas intercontinentais. Em viagens até 3 horas os passageiros preferem gastar o mínimo dinheiro possível. Aceitam fazer a reserva na internet e escolher o próprio lugar quando embarcam.

Produtos mistos de tarifas altas e pretensamente baixas complicam o que deve ser simples: escolher a rota e fazer a reserva ao preço mais baixo como em Ryanair.com.

Quanto maior complexidade, maiores os custos. A aviação é e deve ser complexa nas operações de voo e manutenção. Mas para quê complicar o processo comercial?

Entre as sete novas rotas não vemos Escandinávia. Houve a rota de Estocolmo mas foi cancelada. Não seriam destinos a pensar já que parecem estar a resultar em Faro?
DC –
É uma opção ainda em aberto. Faro vende-se pois o Algarve é cada vez mais popular entre os nórdicos. O mesmo esforço promocional pode mudar a capacidade de atracção do Porto. Por agora, a alternativa é a ligação doméstica já que permite a viagem de turistas do Algarve ao norte do país.

Quem gosta de cultura, para além de praia, tem a tendência de visitar Lisboa. Chegou a altura de olhar mais a acima do país e completar as férias na região norte.

Qual o momento mais feliz e qual o mais complicado nos meses que já se cumpriram da base do Porto?
DC –
O momento mais complicado foram os dias em que fomos forçados a cancelar dezenas de voos no Porto por uma alegada nuvem de cinzas. Eu próprio fui afectado como passageiro e estive no aeroporto a ajudar na informação aos clientes. Os passageiros foram magníficos, compreenderam a situação. Creio que a internet deu uma ajuda importante, foi uma excelente ferramenta de informação e de reservas.

O momento digno de maior nota é o da inauguração de cada nova ligação. É o caso da rota de Carcassonne, local belo a sul de Franca, que começou há dois dias.



José Carlos Pinto Coelho: “O turismo não ficará demasiado dependente de companhias low cost”

Na segunda parte da entrevista ao presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), José Carlos Pinto Coelho, retomamos o tema das acessibilidades low cost. As taxas aeroportuárias, os apoios financeiros, a dependência do turismo por este tipo de companhias, e a sugestão de novos aeroportos no país são os temas em cima da mesa.

1. Recentemente os presidentes do Turismo do Centro, do Oeste e de Leiria-Fátima, afirmaram a vontade da região centro ter um aeroporto (low cost). A CTP apoiará este antigo desejo? De que forma?

Apesar da legitimidade das pretensões das várias regiões do País sobre a necessidade de infra-estruturas aeroportuárias, e do impacte que as mesmas poderiam ter no desenvolvimento das respectivas regiões, a verdade é que não podemos perder de vista os investimentos que tais infra-estruturas envolvem e a situação de crise económica que atravessamos. De qualquer modo, a dimensão do país e a força de atracção exercida pelo desenvolvimento dos três pólos de desenvolvimento que defendemos, Porto, Lisboa e Algarve, não podem deixar de beneficiar de maneira muito significativa as regiões circundantes que, necessariamente, ficam abrangidas pelo alargamento do centro de atracção dos mencionados pólos.

2. Que medidas poderá por em prática no mandato para aumentar o transporte aéreo low cost no país? De que forma podem estas companhias promover o nosso turismo?

Não compete à CTP tomar medidas para aumentar o transporte aéreo low cost no país. Antes, como associação cúpula do sector do Turismo, deve propor às entidades competentes a adopção das medidas que forem consideradas as mais adequadas para o efeito, promovendo, isso sim, o debate sobre o que considera as vantagens que o transporte aéreo low cost  traz para o sector do turismo e para a competitividade da marca Portugal como destino.

Mais, importa determinar com rigor os impactes económicos já verificados no turismo pelo facto de Portugal ter captado nos últimos anos diversas companhias aéreas low cost. A CTP está disponível para colaborar na realização dessa avaliação e espera que desse estudo resultem propostas concretas de captação de novas companhias e de apoio ao desenvolvimento de novas rotas.

3. A CTP aprovará o subsídio de companhias low cost como forma de fomento de rotas?

Considerando a importância das companhias aéreas low cost para o turismo nacional, nas vertentes lazer e negócios, a CTP concorda com o apoio financeiro ao arranque das suas operações nos aeroportos nacionais e à abertura de novas rotas.

4. Faro e Porto têm bases da Ryanair. Não teme que o turismo nacional fique excessivamente dependente das companhias aéreas de baixo custo?

Não consideramos que o reforço da quota de mercado das companhias aéreas de baixo custo nos aeroportos portugueses possa criar excessiva dependência ao turismo nacional. Na verdade, sendo a competitividade internacional e a atractividade dos nossos principais destinos turísticos forte, são as próprias companhias aéreas de baixo custo que, pressionadas pela procura turística dos consumidores finais nos vários mercados emissores, não podem deixar de voar para Portugal sob pena de perder quota de mercado. Estamos certos que as companhias que já têm operações em Portugal reconhecem a importância das rotas para o nosso país na sua oferta de destinos turísticos e que estão permanentemente atentas a todas as oportunidades de crescimento do seu negócio.

5. É verdade que as taxas aeroportuárias de Lisboa chegam a ser 5 vezes superiores às de Madrid? Que medidas se podem pôr em marcha para a sua redução, sem descurar o futuro/presente da ANA?

As taxas aeroportuárias são, sobretudo no caso das companhias aéreas de baixo custo uma parte importante da formação do preço total da viagem pago pelo turista, determinando portanto uma maior ou menor competitividade relativa dos nossos destinos turísticos face à concorrência directa, nomeadamente espanhola. Nessa medida, impõe-se muita prudência na sua determinação, pois os impactos sobre a economia do turismo são muito directos e importantes. Advogamos há algum tempo que as taxas aeroportuárias sofram uma redução significativa pelas razões citadas.

José Carlos Pinto Coelho: “A CTP quer agilizar a entrada de novas low cost em Lisboa”

A Confederação do Turismo Português (CTP) tem alertado para a necessidade de se investir mais em aviação de baixo custo. A sua direcção propõe-se, no novo mandato, contribuir para a melhoria das acessibilidades de transporte aéreo e TGV.

O LowCostPortugal retoma a sua área de entrevistas tendo por interlocutor o presidente da CTP, José Carlos Pinto Coelho. Leia de em seguida a primeira parte da conversa.

1. O novo mandato da direcção da CTP aposta no fomento das acessibilidades. A actual estratégia da mobilidade do turismo português está “atrasada” relativamente a outros países?

Os vários meios de transporte são essenciais ao Turismo. Efectivamente, a qualidade e o preço das acessibilidades determina de forma decisiva a competitividade dos destinos turísticos portugueses. Importa assim que as estratégias definidas para os transportes e acessibilidades considerem as especificidades da procura turística internacional, sobretudo devido à periferia de Portugal face aos seus principais mercados emissores europeus. A concorrência entre destinos aumenta todas as épocas de forma inexorável e eventuais “atrasos” na concretização de novos projectos de acessibilidades determinam um maior ou menor crescimento deste sector estratégico da economia portuguesa.

2. TGV e aviação low cost são o presente e futuro do transporte europeu?

O transporte ferroviário de alta velocidade e a aviação low cost são modelos de negócio perfeitamente consolidados na Europa Ocidental, tendo tido ampla aceitação por parte dos consumidores, muitos dos quais turistas. O seu crescimento é uma evidência e Portugal não pode deixar de acompanhar as mais recentes tendências do mercado de transportes, sob pena de gradual perda de competitividade e atractividade.

Assim, embora a CTP compreenda bem a actual conjuntura e as dificuldades económicas que atravessamos, não pode deixar de salientar que a alta velocidade e a adaptação das infra-estruturas aeroportuárias ás novas realidades é determinante para o sucesso e competitividade do nosso país como destino turístico.

É hoje fácil constatar a importante alteração registada nos fluxos turísticos para destinos como o Algarve, a Madeira e o Porto/Norte resultante da introdução e do crescimento de novas rotas low cost. Pelo referido a minha resposta à sua pergunta não pode deixar de ser afirmativa.

3. Em semanas recentes, a questão da aviação low cost tem motivado comentários. Belmiro de Azevedo ou mesmo Miguel Sousa Tavares focam-se na rentabilização da Portela e perguntam por aeroportos low cost. A CTP poderá ser a entidade a criar um consenso sobre este tema?

A CTP está naturalmente disponível para colaborar com todos os stakeholders do Turismo no aprofundamento duma reflexão sobre o futuro do actual aeroporto da Portela e a eventual afectação desta (e outras) infra-estruturas aeroportuárias de forma exclusiva ao modelo de negócio low cost, sob a perspectiva da defesa dos interesses do sector turístico nacional.

4. Porto tem mais de 40% de tráfego low cost, Faro cerca de 80% e Lisboa 13%. O que falta a ao aeroporto da Portela para ter mais e melhor oferta low cost?

O funcionamento dos mercados não permitiu ainda que pelo menos uma companhia aérea low cost tenha a sua base em Lisboa. Importa entender quais são os eventuais obstáculos a uma maior penetração das low cost na Portela e procurar criar as condições adequadas a um reforço gradual da sua quota de mercado. Uma das medidas que a CTP tem vindo a defender é a afectação exclusiva do actual Terminal 2 do aeroporto de Lisboa àquelas companhias.

5. Como pode a CTP contribuir para a entrada, por exemplo, da Ryanair em Lisboa?

A CTP está disponível para agilizar a entrada de novas companhias aéreas low cost em Lisboa, designadamente no que respeita ao diagnóstico dos eventuais constrangimentos actuais e na proposta de soluções concretas aos dois Ministérios que tutelam actualmente o Turismo e os Transportes.

Fim da primeira parte da entrevista.

Ryanair e easyJet são das companhias mais comentadas no fórum PNCpt

pncptOs comissários e assistentes de bordo portugueses tem no PNCpt, um espaço de informação, troca de opiniões ou desabafos. O fórum tem mais de 1600 comentários colocados por 360 utilizadores frequentes e é gerido por Manuel Santos.

Com o objectivo de se saber de que forma as low cost são “digeridas” no site, fizemos uma breve entrevista ao seu empreendedor.
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