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A cegonha

“É perante este quadro de incerteza que se colocam os desafios da Madeira ante a generalizada crise que atinge a Europa e outras partes do mundo. Procurar uma estratégia é o mesmo que encontrar agulha em palheiro. Está tudo inventado e ultimamente fomos visitados pela cegonha que dá pelo nome de “low-cost”. Dizem que recebemos já, mais de 40 mil entradas de visitantes através de um só operador, em escassos quatro meses de operação.

É uma ajuda importantíssima ao preenchimento de camas, mas resta saber a que preço é que isso está acontecendo, por muito interessante que seja o nosso destino turístico, cujo produto, tem efectiva qualidade e o preço de mercado também parece ser um preço justo, ainda que inflacionado pelo preço da componente de transporte aéreo. O destino sente-se disso.”

Gilberto Teixeira in Jornal da Madeira


    2 Responses to “A cegonha”

    1. 1 Jo

      A Madeira, como qualquer Ilha, sofre o “peso” dos transportes, tanto aéreos como maritimos. No nosso caso e porque vivemos essencialmente do turismo, o transporte aéreo sempre foi a pedra no sapato. Por muito que o Governo tenha feito todos estes anos através da TAP e outras companhias nacionais em termos de ligações da Europa para a Madeira e vice-versa, não seriamos (Madeira) nada se não fossem as companhias aéreas estrangeiras ligadas ou não aos “Touroperadores”. Estou ligado ao sector de turismo na Madeira, e sei de muitos cancelamentos de grupos e congressos na Madeira por falta de ligações aéreas ou porque de Lisboa e Porto só podem viajar para a Madeira pela TAP e os elevados preços inviabilizam o negócio. O fenómeno “Low Cost” existente nos USA e Europa à muitos anos, e com resultados económicos positivos para os destinos onde voam, certamente que trarão também resultados económicos positivos para a Madeira.

      • 2 Rui

        Completamente de acordo com o que diz o “Jo”.

        É claro que as LC permitem uma cada vez maior autonomia do continente. Não só económica, como política, sendo de esperar que o Governo Regional empreste o seu apoio a todo o tipo de iniciativas que “seduza” para visitantes para a Madeira independentemente dos motivos da sua deslocalização.

        É igualmente lógico que não exclui a TAP, apenas defende os interesses da sua região.

        Acredito que a Madeira vai ser um destino onde as Low Cost vão apostar fortemente, apostando num turismo de qualidade, servido por um conjunto de infraestruturas que fazem da Madeira aquilo que ela é hoje.

        Claro que tem repercussões, nomeadamente o HUB da TAP na Portela, situação já reconhecida em face da TAP necessitar de se “libertar” da própria Portela sob pena de não se tornar competitiva face às LC.

        No entanto fica-se com a dúvida (a curiosidade) em saber como irá a TAP conviver com as LC.

        A

        rs

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