Beja sem meios para captar “low cost”
Publicado a 19 Maio 2008 8:27 por Sérgio Bastos em Beja, Companhias Aéreas, Portugal.Segundo a última edição do Semanário Económico, as conversações entre Beja e companhias aéreas de baixo custo estão paradas devido à definição de um modelo de gestão do aeroporto.
Jet2 e Ryanair, com as quais foram desenvolvidos contactos com o Turismo do Alentejo, não progrediram pois o Governo ainda não definiu dados como: condições de operação do aeroporto, a disponibilidade horária ou o regime de taxas a ser aplicado.
Sem estas informações o investimento de captação de rotas, partilhado pelo Turismo do Alentejo, Turismo de Portugal e pela futura entidade gestora, fica sem norte. O Governo promete resolver a situação durante o ano de 2008.



Em Portugal é sempre a mesma coisa. Nem se faz nem se deixa fazer.
Típicamente portugues. Falam, falam, mas não fazem nada. Querem construir o aeroporto e falar com companhias aéreas, tudo muito bonito e foi-se fazendo…Mas quando chega o momento decisivo de fazer contrato, dizem que não sabem informações como essas ??? Tão a gozar ??? Assim nenhuma companhia vê credibilidade nesse aeroporto tão cedo.
Outra vez se houvesse um Governo Regional do Alentejo como existe nos Açores e Madeira a gestao do Aeroporto de Beja seria Regional e estas respostas seriam dadas com muito maior prontidao.
Como esta organizada a politica em Portugal, so serve os interesses de alguns grandes empresarios que beneficiam do centralismo para influenciar uns poucos politicos de Lisboa e obter assim todos os grandes contratos de Portugal Continental em regime de monopolio.
O Alentejo sem Governo Regional que fale a uma so voz pelo povo alentejano nao tem futuro.
Bem me queria parecer k era bom demais para ser verdade…
Fátima deve ir pelo mesmo caminho…
O Sá Carneiro está a ser estrangulado há falta de melhor palavra…
O Futuro novo aeroporto de lisboa, o ilustre elefante branco k todos vamos pagar já mostra as suas consequências…
Não tenho nada contra lisboa (nasci lá) mas vivo há bastantes anos fora de lx para sentir na pele o centralismo asfixiante da capital…
De volta!
33 milhões de euros, alguns escândalos pelo meio, como a tentativa de compra de uma vivenda para a sede da EDAB, mais uns estudo encomendados à Augusto Mateus & Consultores (amigos), e a coisa está em grande.
Atente-se naquilo que está a ser feito em Badajoz.
É definitivamente um problema de visão.
Rui
Nem com os descontos da Multioptica compram um par de óculos.
Ainda a pouco vi que o investimento estrangeiro está a deixar Portugal, mas é claro isto aqui é uma bandalheira total. É uma República das Bananas.
Mais uma vez digo, para abandonar-mos a crise apostem no turismo mas com cabecinha e aproveitar o que melhor temos, de uma vez por todas temos de ser inteligentes e evoluir, mudar hábitos, fazer a diferença se não mais ano menos ano e somos os últimos dos 27 da UE que vergonha.
São dados do eurostat q o dizem, investimento estrangeiro baixou 50%! Mas o Manuel Pinho diz q não. Mas o gajo é parvo ou quê? e ainda tenta fazer-nos de parvos tb
Pedro provavelmente o Pinho disse isso depois e almoço e temos que dar um desconto (estou a brincar, é vergonhoso)
Uma noticia esperada… poderá acontecer em Beja o que acontece em alguns aeroportos pela Europa, uns voos charter desde que a taxa de ocupação assim o justifique por parte de umas agências isoladas! Estou mais crente nuns voos Bragança-Paris (Beauvoirs) pela ryanair a serem anunciados a médio-prazo…
Rapazida, Jornal de negócios consegue um “furo”. Noticia mais à frente.
Comentário:
Nada que a blogosfera não tenha previsto e escrito neste forúm. Na altura, as “cartas foram colocadas em cima da mesa”, restando à blogosfera aguardar. Et voilá, não existem passes de mágica, a TAP não tem estratégia no sentido de aumentar a receita, apenas de cortar na despesa,…., há boa maneira portuguesa.
Como interessa “gerir a informação”, a “boa nova” aparece antes do Euro, pois o Pais trabalha até final de Maio. Depois, vem os feriados, a bola, as férias e lá para meio de Setembro é que a coisa recomeça.
Da minha parte apenas fiquei surpreendido pelo facto de tal “desabafo” ter sido antes do Verão.
Ainda ontem se escreveu noutro post que o preço do Jet está acima dos 85€. Até parecia que se adivinhava.
Tirem-se outras conclusões:
- Flop que foi a compra da PGA (saneamento ao Ricardo Espirito Santo)
- Será que se precisa de um novo aeroporto quando temos uma “Companhia de Bandeira” em clara regressão? Mais ou menos como os estádios.
Agora é claro, em vez de enviar a malta da PGA e TAP para a rua, porque é que a TAP não corta nos voos com baixos load factor, e coloca em pratica uma verdadeira estratégia de serviço, gerando verdadeiramente valor.
Tenho tentado entender a estratégia (nova) quanto à politica de preços, mas a conclusão que tiro é que nada passa de intenções, ficando-se sem se saber se a TAP é uma companhia de Hard Discount, de Low Cost ou o que quer que seja.
Imagino o diálogo entre dois Utentes da TAP que pagaram preços diferentes:
- Oiça, quanto pagou?
- X
- Bolas, olhe que eu paguei Y!
- Óh senhora hospedeira, faça favor (de se chegar à frente).
A coisa está fantástica,…., mas pelos vistos “nas pampas de gaúcho” é assim, e é assim muito bem. A blogosfera volta a estar em festa.
Lamento é quem está na TAP PGA que não deve estar muito feliz. Pelos menos a ver os aviões das Low Cost cheios e os TAP PGA,…
Vamos à “boa nova”.
Hoje, no Jornal de Negócios foi publicado isto:
EMPRESAS Publicado 20 Maio 2008 13:27
“TAP não está livre de despedimentos”
Fernando Pinto, director executivo da TAP, disse hoje que, face à escalada do preço dos combustíveis, “o importante é salvar a empresa”. E está a transportadora livre de despedimentos? “A TAP não está livre de nada”, afirmou, à margem de uma conferência no Porto.
Cláudia Brandão
Jornal de Negócios
Fernando Pinto, director executivo da TAP, disse hoje que, face à escalada do preço dos combustíveis, “o importante é salvar a empresa”. E está a transportadora livre de despedimentos? “A TAP não está livre de nada”, afirmou, à margem de uma conferência no Porto.
Para o presidente da companhia, “é muito difícil contornar uma situação destas até porque só se consegue passar 30% desses aumentos para as tarifas”. Com despesas adicionais de 250 milhões de euros, Fernando Pinto deixa claro que “este ano estamos apenas a falar em sobrevivência”.
Contrariando a ideia de baixos lucros, e com um retorno de capital na faixa dos 7,5% em 2007, o director executivo afirma que os números deste ano “seriam tão bons não fossem os combustíveis e a própria economia mundial”.
Fernando Pinto não adianta nada sobre a privatização da TAP, mas diz “acreditar que isso um dia vai mesmo acontecer”. “Só estou aqui para deixar a empresa nas melhores condições para os accionistas que vierem”, concluiu.
O director executivo falou à margem de uma palestra sobre “Desafios da gestão de uma empresa de transporte aéreo no contexto da globalização”, que proferiu hoje de manhã na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Resta adiantar que o próximo Director da TAP deve ser certamente o Ex.mo Sr. Dr. Luis Patron, by rose cart, sendo igualmente de prever uma consolidação de resultados por via de uma das filhas dos José Eduardo dos Santos, constituindo a TAP PGA uma fantástica prenda de Natal para a dita filha.
Mais ou menos ao estilo do BCP, o qual está dividido entre o Lobby de Macau e o Eduardo dos Santos.
Pelos menos vamos voltar a ter a TAAG nos céus de Lisboa, e quem sabe, a TAAG no futuro aeroporto de Alcochete.
A
Rui