E porque não?
Publicado a 21 Dezembro 2007 9:13 por Sérgio Bastos em Companhias Aéreas, Economia.
“uma coisa é não dever ser alterada uma relação de muitos anos em que há uma enorme confiança e outra coisa é recusar um novo player, e nesse sentido sempre que uma companhia aérea low cost nos coloque a capacidade aérea de acordo com o que nós pretendemos, não temos qualquer dúvida em utilizá-la”
Pedro Costa Ferreira, administrador do Mundovip in Turisver



É uma companhia aérea como outra qualquer… Com a vantagem de, mesmo para os operadores, sair mais em conta… Ora, fazendo contas, contratam companhias que serão(supostamente)mais baratas vendem os pacotes ao mesmo preço ao povo = margem de lucro maior.
As companhias que normalmente fazem estes serviços que se “ponham a pau” porque se as low cost se lembram de lhes “larapiar” o mercado…
D. Rodrigues.
Se o MundoVip trabalha com a TAP nalgumas relações operadas por esta, o que isto quer dizer, é que já era.
As Low Cost estão a dar cartas não só ao nível do mercado com “office” como do “lazer”.
Era interessante o que estas duas tipologias de mercado valem para cada uma das regiões em Portugal.
Quanto ao mercado para o exterior, nada me espanta que se uma Low Cost começar a operar para o Brazil em A380, suga o mercado à TAP, não só directamente (compra directa, ou indirecta - Galileo), como indirectamente, integrando-se nos pacotes turisticos.
Coisa fantástica para estar atento aos próximos desenvolvimento. Sinceramente não acredito que as Low Cost europeias vão ficar muito tempo quietas face ao mercado do “sol” que é o Brazil. Por certo que têm os mercados estudados e apenas esperam o momento certo para atacar.
Por cá, a quota de mercado das Low Cost já se aproxima dos 20% (!). Ainda lhes falta comer outros 20%.
Vamos ver qual vai ser a estratégia dos “players” que estão NO mercado e dos que estão PARA o mercado.
Rui
Era interessante SABER
Vamos ver se as “low cost” irão “atirar-se” ao mercado de longo curso (sinceramente, não me parece que o farão a curto prazo, se bem que já as há a fazer isso, por exemplo a air berlin, que com a compra da ltu ficou com uma série enorme de rotas longo curso, a condor tabém tem rotas de longo curso)… mas quando, e se isso acontecer era bom que esse facto se reflectisse no preço final para o consumidor, o que não acredito muito que aconteça… Creio que os operadores quererão ficar com lucros maiores do que oferecer preços mais baixos. Veremos… Pessoalmente não me interessa muito porque nunca compro “pacotes” de férias, compro tudo separado e à minha escolha, o que faz com que fique tudo mais caro… Mas, no geral, uma redução dos preços pode levar a um aumento da procura, logo a um aumento dos lucros dos operadores… Portanto há duas opções: resta-lhes escolher a melhor. Isto tudo quando as “low cost” se lançarem nessa “aventura”
A ryanair com certeza é que nunca se vai meter numa coisa dessas
km da base… a Ryanair dispensa… é longe! :):):)
Se o Sr. O’Leary não vem à Madeira porque é muito longe.. tou mesmo a vê-lo no Brasil. Se enquanto faz um voo para o Funchal faz 3 para Madrid, imagine-se quantos não faz no mesmo tempo de um voo para o Rio, por exemplo… uns 500 não?!?!?
Tudo o que fica a mais de 100
O tempo o dirá mas a meu vêr vamos ter mercado de longo curso em low.
O que era optimo pois estou quase a finalizar o nosso continente europeu!
Pois, mas a notícia vem sentido de serem os operadores turisticos a beneficiar com a entrada das “low cost” no “ramo”, fazendo tipo voos charter e afins, não é no sentido de estas venderem directamente. Desta forma, não creio que o comprador final vá beneficiar muito, mas logo se verá. Agora, comprar voos de longo curso nas “low cost” já é possível… Assim de repente lembro-me da Air Berlin com uma rede de rotas bem interessante a partir da Alemanha e da AerLingus, com bastantes rotas de longo curso também.
No dia 20 comprei uma máquina de lavar roupa aqui em Portugal. Conversa puxa conversa relativamente aos preços praticados em Badajoz, acabei por saber que o “mercado” da linha branca em Portugal é dominado pelas CENTRAIS DE COMPRAS espanholas.
Quando iniciei a participação neste site, recordo que o Sérgio referiu o facto de exstirem em Portugal operadores turisticos os quais funcionam como autênticas Centrais de Compras, Creio que a HALCON e o El Corte Inglês são exemplos disso.
Em Portugal por via dos hábitos de consumo, ainda se resiste à aquisição de produtos turisticos via net, preferindo por vezes as pessoas o método clássico do balção, oferecendo balões de oxigénio às Abreus & Cª.
Acredito que os hábitos de consumo vão evoluir, e de que o efeito das Centrais de Compras vai por certo ter influência na estratégia das low cost atendendo à “migração” que se está a verificar das charters para as Low Cost.
Um assunto a estar atento.
Estou totalmente de acordo com o que afirma o D.Rodrigues relativamente à estratégia das Low cost. Apenas julgo e isso o Rodrigues também não exclui, é o facto da questão do “longo curso” poder ser uma opção a considerar.
Aproveito para desejar um Bom Natal e Excelente 2008 a para todos.