Prémios The Budgie Awards 2007
Publicado a 28 Setembro 2007 9:07 por Sérgio Bastos em Companhias Aéreas.Como noticiado, os The Budgie Awards realizaram-se na semana passada em Londres. Cerca de 400 profissionais de companhias do sector baixo custo marcaram presença.
Para além de conferências, foram atribuídos prémios:
Best Newcomer: Clickair
Best Service Provider: SR Technics
Best Technology Provider: Radixx International
Best Airport: Singapore Changi Airport
Best Website: Iceland Express
Best Business Class Carrier: OasisHongKong
Best Passenger Experience: JetBlue
Best New Service: OasisHongKong
Lifetime Achievement Award for Services to the Low Cost Airline Industry:
Michael O'Leary, CEO, Ryanair
Special Merit for Commitment to the Environment: Virgin Blue
Best Low Cost Airline: Ryanair
Fonte: Clickpress



Entretanto por cá, a TAP é a campeã dos cancelamentos: “Organização Cancela”:
Panorama do dia de ontem:
27/09 07:45 TP 190 TAP Portugal Porto T2 Cancelado
27/09 07:50 TP 834 TAP Portugal Rome T1 Cancelado
27/09 13:55 TP 784 TAP Portugal Pamplona T1 Cancelado
27/09 15:40 TP 3964 TAP Portugal Porto T1 Cancelado
27/09 22:00 TP 833 TAP Portugal Madeira T2 Cancelado
27/09 22:05 TP 768 TAP Portugal Sevilla T1 Cancelado
Há coisas fantásticas não há!
Sinceramente não sei, ou estarei enganado. Defendem um aeroporto novo para a TAP (algumas empresas públicas podem dar-se a esses luxos), ao mesmo tempo que cancelam voos?
Das entrevistas ao DE do dia 27/09/2007, estava à espera de melhor da parte do Fernando Pinto e Luis Patrão. Este último, no particular de colocar Beja em causa. O desnorte é total.
Bem não creio que a TAP goste de cancelar vôos, estraga a imagem de uma empresa e depois temos as chatices das indemnizações. Talvez a dita TAP sofra por o Aeroporto da Portela estar no limite da capacidade actual (ainda nos 12 milhões) e as obras feitas sejam remendos (do género barracões para o T2), e talvez seja mesmo preciso um aeroporto novo.
No futuro, o aeroporto de Lisboa terá capacidade para 16 milhões de passageiros, se retirarmos 25% de tráfego para um aeroporto low cost (4 milhões) a colocar no Montijo, Alverca, Sintra, Tires… estendemos apenas a capacidade da actual estrutura por mais uns 10 anos do que está pensado (20 no total /-). Portanto o Sr. CEO da TAP está enganado como se apregoa, pomos a funcionar 2 aeroportos agora para daqui a 20 anos estarmos com o problema novamente. Faz-me lembrar alguém que compre um carro podre e dali a pouco tempo tenha que comprar um novo, mas fica muito contente porque acha que poupou.
Ah, isto considerando que todas as Low cost se mudam para um aeroporto secundário, o que duvido que uma clickair que voa para Heathrow, uma Vueling com base em CDG ou uma Air Berlin com bases em Munique/Zurique/FRA o façam.
O problema essencial, neste momento, já deixou de ser o crescimento previsto do tráfego aéreo, que provavelmente declinará com os efeitos da crise energética e de liquidez em curso (quer dizer, em curso irreversível, no sentido em que acabou o “fuel” barato e que vem aí a hiper-inflacção), mas antes o de saber se há algum sindicato de bancos com capacidade de crédito e interesse estratégico em tal investimento. Eu creio, pelo menos há ano e meio, que não haverá.
A falência do Nothern Rock (UK), e agora do NetBank (USA), são dois sinais de que os bombeiros dos bancos centrais americano e europeu podem não chegar para apagar a fogueira especulativa que actualmente consome a liquidez fiduciária mundial. E se assim for, os nossos bancos vão estar muito mais ocupados em salvar a pele do que a dar uma mãozinha ao lóbi da Ota. Que se f… a Ota!