Na sexta-feira, 24 de Abril, comemorou-se um ano da liberalização da aviação aérea entre a Madeira e o continente.
A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, considera muito positiva a experiência. “Não só pela abertura a novas companhias como também pelos preços que passaram a ser possíveis praticar”, refere. Acrescenta também que vontade política é alargar os “céu aberto” a mais companhias.
Um ano depois, a TAP e a SATA reajustaram a oferta. Em Outubro a easyJet abriu rota entre Lisboa e Funchal. O próximo passo poderá ser o inicio de uma rota “baixo custo” entre Porto e Madeira.
Fonte: Jornal da Madeira
Sérgio Bastos, Abril 27th, 2009,2leep.com
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Sérgio Bastos
27 Abril 2009 at 7:22
in LowCost Portugal: “Céus abertos” entre Lisboa e Madeira, 1 ano depois http://tinyurl.com/ce6vzq
Rui
27 Abril 2009 at 18:16
Mais uma que a blogosfera acerta.
A TAP forçosamente baixa os preços (na rota), entrando claramente numa “guerra de preços”, não se sabendo como irá apresentar no final de 2009 um resultado positivo de gestão, conforme anúnciado pelo Gaúcho Pinto.
A easy anda com os aviões completamente cheios, sendo a ligação “Porto / Funchal” uma hipótese por via do aproveitamento da escala no POrto de um voo com origem em Espanha(!), Alemanha ou Inglaterra, dependendo bastante da tendência dos mercados turisticos europeus relativamente à Madeira.
Do ponto acima, havendo capacidade disponível em termos de equipamento (aviões), os quais são de operação dificil em algumas rotas (menos rentáveis), o sucesso conquistado no Lisboa / Funchal, poderá significar (e justificar) um hab na Portela de 1 avião, concretizando desta forma uma “ponte aérea Lisboa \ Madeira”.
Com a supressão de voos por parte da TAP ( PGA) na Portela, a não ocupação dos slots levará à existência de espaço para a easy.
Estar atentos ao próximo Jornal da Noite da TVI onde Moura Guedes irá novamente apresentar peça sobre Slots e TAP.
A
Rui
M
28 Abril 2009 at 10:26
Dear Rui,
Um Hub na Portela para a easy seria algo fenomenal mas convenhamos uma série de factores. Nomeadamente o factor “ANA-TAP”, essa gloriosa aliança que não só vive à custa do subsídio e dos impostos do pessoal como não fazem mais para impedir – não concorrer, IMPEDIR – a concorrência de fazer o que eles não se predispuseram a fazer em anos de oportunidade. Com as obras de ampliação na Portela (mais umas), acredite que ninguém mais que eu gostaria de ver outras companhias com base em Lisboa, sendo que me parece credível que pudessem os aviões easy fazer LIS-FNC, LIS-MAD e inclusive LIS-CDG ou outras rotas em França (e quem sabe, “céu aberto” no mercado interno!? A menos que pagar cento e muitos Euros por um LIS-FAO seja justo..).
É complicado, dada a política “da coisa”. Dada a base em Madrid e os vôos que são feitos de outras bases PARA Lisboa e dada a necessidade de reorganização de toda uma rede se assim fôsse. Dadas as taxas elevadas, os slots – que esperemos, abram para estas oportunidades. Num País onde fossem dados incentivos e taxamentos decentes a outras companhias, creio que o assunto já teria andado para a frente, mas nós não, andamos a brincar com um tal de Aeroporto de Beja e a chutar para fora..
Verdade, a rota LIS-FNC é um sucesso e só seria de esperar que assim fôsse, como não entendo bem esta conversa da senhora Secretária em desejar abranger a política de “céu aberto” a mais companhias. Surpresa para os políticos que os preços baixem, a oferta aumente e o número de passageiros interessados também?
Que surpresa!
Portanto, em outros países dão-se incentivos para que as companhias façam as rotas, para que haja fluxo de passageiros, negócios, turistas e, em suma, dinheiro. No Portugal do “céu aberto”, soa a privilégio que se dá em detrimento da companhia de bandeira que, verdade seja dita, não só teve direito ao “rip-off” dos passageiros residentes e não-residentes nas ilhas e continente, como diria um senhor idiota que também comenta no telejornal da TVI, “O Aeroporto de Lisboa deveria ser só para a TAP e as low cost podiam ir aterrar num aeroportozeco qualquer longe da cidade”.
Espero que o Rui tenha toda a razão do Mundo e que as pessoas parem de olhar para o tacho e comecem a ver numa perspectiva mais abrangente e positivista o que representa efectivamente evoluir e progredir. Espero mil coisas e espero não perder a peça que o Rui menciona!
Abraços,
M
Zé Tó
28 Abril 2009 at 13:34
A easyJet podia ter a HUB com um avião em Lisboa, Faro ou Porto e destiná-lo exclusivamente a voos domésticos.Era “dinheiro em caixa” que a ANA/TAP não querem ver “fugir” de forma alguma, mas quem acaba mmo por perder é a economia portuguesa
M
28 Abril 2009 at 15:52
Totalmente de acordo, Zé Tó..
Os amigos políticos apenas pensam em proteger o tacho dos amigos, não pensam que outras companhias significava incremento de tráfego, de dinheiro e novos empregos criados para a nossa economia!
Mais uma (entre muitas) oportunidade perdida!
helder
28 Abril 2009 at 22:49
Temos que agradecer ao Governo Regional da Madeira que quiz romper o monopolio da TAP nas viagens para a Madeira contra tudo e contra todos.
Mais uma vez se prova que um Governo Regional eleito pela populaçao da regiao é o unico que realemente se preocupa com essa Regiao e com a populaçao que representa.
Pena que no Norte, nas Beiras e no Algarve tenham rejeitado ter um Governo Regional no referendo em 1998.
O Alentejo disse que queria ter um Governo Regional mas o Governo da Republica nao respeitou a vontade dos Alentejanos como vem fazendo ha muitos muitos anos.
Rui
30 Abril 2009 at 18:05
A peça devido ao alinhamento do Medina Carreira foi adiada. Certamente hoje ou amanhã virá a público.
No entretanto, e fazendo fé nos justificativos da TAP para os resultados esperados em 2009, este ano (segundo o calendário de F. Pinto) será certamente o ANO DO PORCO.
A
Rui
Rui
30 Abril 2009 at 18:36
Voltando ao assunto.
Toda esta canonização ao F.Pinto por parte de quem partiu, permitindo uma “esponjadela” aos 300 milhões de euros de prejuízo (creio que qualquer gestor público se irá sentir confortável se apresentar um prejuízo ‘idêntico’ resultante da sua gestão), para mais reforçado pelas afirmações de F.Pinto em querer continuar desde que “convidado”, o que lhe dá outra legitimidade, permite as seguintes conclusões do meu ponto óbvias:
- A nomeação dos Ministros e suas equipas são orientadas pelos interesses financeiros e da construção civil.
No caso do Linus estamos a falar da Mota-Engil reconhecidamente como a “construtora do regime”, e isto independentemente de se tratar do PS ou PSD.
Relativamente à pasta da Economia, temos o Manel Pinhus o qual é oriundo do grupo BES, cuja operação de compra da PGA não lhe é certamente estranha, a qual foi suportada pelo BCP. No caso do BCP, pode-se ainda concluir que a “rapaziada de Macau”, controlou a Caixa (ex.: Vara), tomou de assalto do BCP, e agora vamos assistir ao mesmo na Teixeira Duarte, onde o actual presidente (Ribeirinho) tenta salvar a sua empresa dessa rapaziada.
- Quem controla a TAP controla (no fundo é a torneira) que determina a capacidade de esgotamento ou não da capacidade de slots especialmente na Portela.
Do acima, será licito concluir que não interessa necessariamente transportar clientes (utentes que pagam taxa moderadora), mas sim explicar aos mais incautos de que a POrtela está esgotada.
Por outro lado, e não contente por se livrar da PGA, com o correspondente encaixe financeiro de 140 milhões, ainda recentemente Ricardo Salgado veio a público defender que a “salvação da TAP depende de um novo aeroporto”. É calro que Ricardo Salgado veio demonstrar que tem interesses directos na construção da Ota em Alcochete.
Ainda é licito concluir que o grande negócio não está na exploração comercial das infra-estruturas, mas sim na sua construção e custos de manutenção, a qual entronca naquilo que já se apelidou de “compromisso geracional”.
E estamos assim, uma gestão sem controle e acompanhamento de resultados levou a que a TAP chegasse a um resultado histórico, igual ao de uma Lufthansa, com a diferença do número de pax transportados.
Dos números de Março, a TAP apenas apresenta resultados positivos relativamente a Luanda e Helsinquia (peanuts), ou seja, em rotas protegidas / politicas, sendo igualmente licito conluir que quem “protege” a TAP é o Eduardo dos Santos (vulgo EDU).
Como vai a TAP chegar aos 9 milhões de euros positivos em 2009, sinceramente não sei, mas o que se sabe é que os acumulados anteriormente são esquecidos.
A recondução devidamente legitimada por parte do F.Pinto oferece ainda alguma tranquilidade a uma possivel alteração de “ordem do centralão”, permitindo que através da TAP seja controlada a capacidade da Portela.
A coisa está neste ponto, e o Stelios já começou a sua erosão na Madeira, indiciando que mais tarde ou mais cedo, a TAP vai ter o mesmo cenário que tem em Faro – residual.
“Todos os dias sonho com ela” (Ota);
“A TAPê preeecisa creescer”,
“Ate desejo as Low Cost” (afirmações proferidas no Brazil quando as Low Cost eram já certezas”, são posições que ficarão para a história.
A
Rui
PS. O que entendo fantástico, é que qualquer rapaz de cartão rosa (Luis Patrão) iria desempenhar igualmente bem o lugar.
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