[Este artigo foca o bom trabalho de quatro companhias "low cost" nas redes sociais. Foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 24.08.2009]
Afirmava Pedro Mamede num texto anterior que “plataformas como o Facebook, Hi5, Flickr, e mais recentemente o Twitter, servem agora para comprar ou vender produtos, trocar contactos e experiências de trabalho, apresentar estratégias e oportunidades de negócio ou até mesmo promover o turismo”. De facto, este é um dos sectores mais criativos no marketing Web interactivo. Vejamos três exemplos contemporâneos: “descontos para os seguidores nas redes sociais”, “crie um vídeo, viaje num cruzeiro” e “Baptize um dos nossos aviões“.
“Descontos para os seguidores nas redes sociais”
Um dos regulares e apetecíveis desafios que as marcas de turismo propõem no Twitter são os descontos. Por exemplo, o Hotel Faro durante o mês de Setembro dá ao seguidor do seu perfil a hipótese de reservar um quarto por menos 25% do preço de tabela.
Na restauração, Augusto Gemelli promove na página de Facebook e Twitter um menu de degustação de 4 pratos a 29 euros. A iniciativa está a decorrer até 31 de Agosto e é válida apenas para “followers”.

Mas como o turismo não se faz exclusivamente de dormida e comida, existem companhias aéreas em interacção “promocional” com os seus seguidores. Jet2, United Airlines e JetBlue são algumas das marcas que se ligam aos clientes no Twitter, não só informando como oferecendo descontos de tarifas. A nova-iorquina JetBlue ultrapassou já a barreira do 1 milhão de seguidores. Porque será?
“Crie um vídeo, viaje num cruzeiro”
A Exit, agência de viagens online dos grupos Sonae e RAR, está a promover um passatempo que promove o envio de vídeos criativos sobre férias. As películas são colocadas num canal de Youtube e a que reunir maior “rating” no final de Setembro próximo recebe uma viagem de 14 dias no cruzeiro Vision of the Seas no percurso de Lisboa a Rio de Janeiro. De momento, estão menos de 10 trabalhos a concurso. Uma participação dinâmica no Twitter e Facebook garantiria, certamente, mais películas.

“Baptize um dos nossos aviões“
A Vueling findou há dias um desafio que propôs via Twitter e Facebook. A companhia aérea decidiu recolher sugestões de nomes para cinco dos aparelhos que herdou da Clickair, companhia com a qual juntou os “trapinhos” a 9 de Julho deste ano. Ao participar, o cliente ganhava automaticamente um desconto de 10 euros num percurso. Cerca de 60 mil pessoas envolveram-se nesta iniciativa.
Entre as 50 melhores propostas foram apuradas cinco, uma das quais da portuguesa Tânia Teixeira. A frase mais votada foi “Unos vuelan, otros Vueling”. O vencedor, Lluis Nieto Ortin, ganhou cinco viagens para qualquer destino da Vueling. O prémio é para duas pessoas e inclui duas noites de hotel e vai colocar o autor no hangar aquando da pintura da nova designação no avião.





in LowCost Portugal: 3 exemplos de como divulgar turismo nas redes sociais http://bit.ly/1tHWoN
RT @lowcostportugal 3 exemplos de como divulgar turismo nas redes sociais http://bit.ly/ZpNqy
Tenho sérias, serissimas dúvidas sobre a real utilidade das redes sociais nesta direcção. Trabalhando com Internet há mais de 10 anos, tenho, como se pode imaginar, uma vasta rede social (no sentido real do termo) e não conheço ninguém que alguma vez tenha concluido ou ponderado um negócio através destes meios. Nem nunca ouvi falar. Tenha a clara sensação que se trata de um falso “vibe”, empolado pela transmissão em cadeia do facto como consumado.
Olhe que não sei. Li há cerca de 2/3 meses uma reportagem que mencionava vários casos de sucesso profissional após terem-se juntado a uma dessas redes sociais. Um exemplo que li foi de um Salão de Chá que informava na montra que estavam no Twitter e que após ter feito isso garantiu um aumento exponencial de clientes. O salão de chá informava diariamente quais eram os chás do dia e promovia happy hours. Resultado disso foi um aumento em mais de 100% do negócio. Não sei se li isso na “Sábado” ou no “I”.
Seja como for, mal isao não faz porque podemos ganhar descontos e nos dias de hoje, isso é sempre bem vindo. Mas como tudo, ninguém garante que só por uma empresa juntar-se a uma rede social isso será sinal de sucesso. Penso que dependerá bastante do negócio.
A ryanair já me chegou a mandar um email com um link para ter uma viajem com 75% de desconto e não é que eu comprei, graças a esse tipo de rede social (neste caso uma newsletter) concluimos um negocio vantajoso para as duas partes.
Muito bem, passa-se algo raro na mente humana: estou a mudar as minhas ideias devido ao input recebido destes dois leitores, em vez de me agarrar à concepção inicial e defendê-la com mais argumentos. Pois se assim é, então parece ter mais potencial do que eu estimava. Interessante.
Jackslater, a que rede social de referes no caso da Ryanair? Facebook? Twitter?