“A tendência é aumentarmos os movimentos nas melhores rotas portuguesas”, afirma Beatriz Fernández (easyJet)

Os números afirmam que a easyJet é a “low cost” preferida dos portugueses. De Janeiro a Novembro de 2009, transportou 1.122.372 passageiros entre os aeroportos de Faro, Funchal, Lisboa e Porto. Dada a importância que a companhia encerra no contexto do transporte aéreo, realizámos uma entrevista a Beatriz Fernández, directora de Marketing de easyJet para Portugal e Espanha.

A easyJet opera em Lisboa com sucesso. Será possível estabelecer este aeroporto como base, à semelhança de Madrid?
Como é óbvio essa hipótese nunca é descartada tendo em conta o sucesso que temos tido no aeroporto, sendo que já somos a segunda companhia aérea no aeroporto da Portela e temos vindo a crescer cada vez mais nos últimos anos.

Imagen 029Na altura em que se estabeleceu a base em Madrid, Lisboa já estava a crescer bastante mas não representava o volume de tráfego que representa a capital espanhola. Madrid sempre apostou numa promoção bastante clara da cidade enquanto destino internacional de primeira ordem no respeita aos voos low cost e na forma como beneficiam os passageiros. No entanto Lisboa tem cada vez mais potencial como ponto receptor e emissor de passageiros.

Em Lisboa ainda, há planos para aumentar frequências nas rotas com melhores resultados? Estou a pensar em Madrid, Londres…
A tendência tem vindo a ser essa, tendo em conta que o nosso principal objectivo é ir de encontro à procura e à necessidade dos nossos clientes. Aumentámos muito recentemente o número de voos entre Lisboa e Madrid para três voos diários, permitindo aos passageiros uma maior flexibilidade em termos de horários. As três frequências são ideais quer para os clientes que pretendem fazer as suas viagens de fim-de-semana ou os chamados city-breaks quer para os passageiros de viagens de negócios. Além desta rota, também a rota Lisboa-Funchal, que tem vindo a ser muito bem sucedida, mereceu a nossa atenção, pelo que anunciámos em Julho passado um aumento do número de voos diários, tendo em conta a grande procura que se verifica durante a época alta.

Relativamente ao Funchal, a easyJet em pouco tempo é já a segunda companhia preferida. O aumento de voos diários Lisboa – Funchal no Verão (de 2 para 3) pode passar a efectuar-se durante todo o ano?
Como já referi esta é uma rota que tem tido imenso sucesso, portanto essa poderá vir a ser uma opção caso se mantenha o grau de aceitação que temos actualmente.

O Porto anseia por uma rota directa para o Funchal. Será a easyJet a primeira companhia não portuguesa a iniciar a ligação? A Transavia realiza uma escala.
Há dias anunciámos duas novas rotas (Lisboa-Roma e Lisboa-Edimburgo) e a tendência que se tem verificado tem sido o aumento ao nível do número das mesmas. Caso se concretize o lançamento de novas rotas, estas serão anunciadas oportunamente.

O mercado português tem crescido bastante ao longo dos últimos anos. Desde 2005, a easyJet cresceu já 416% em Portugal no que respeita ao número de passageiros tendo passado de 8 para 31 rotas.

Tanto Lisboa, como Porto e Faro estão a pesar cada vez mais no negócio da companhia, crescendo 6450%, 600% e 106%, respectivamente, desde a entrada da companhia nos aeroportos. Estamos definitivamente comprometidos com Portugal!

Com o anúncio de base da Ryanair em Faro, a easyJet procurará manter a primeira posição através da inclusão de novas rotas?
Imagen 038A easyJet é a companhia líder indiscutível no aeroporto de Faro, como comprovam os números: entre 1 de Janeiro e 30 de Novembro, a easyJet transportou 1.122.372 passageiros de e para Faro, o que representa mais de metade do volume de passageiros transportados nesse mesmo período pela Ryanair. Continuaremos por isso a oferecer uma vasta opção de destinos naquele aeroporto, mantendo a nossa posição através do objectivo primeiro da easyJet que é servir as necessidades dos nossos passageiros.

Este ano a easyJet espera transportar perto de 45 milhões de passageiros. Quantos destes são registados em Portugal? Quais as metas para o ano de 2010 tanto para a Europa como para o nosso país?
Em todas as 31 rotas que a easyJet disponibiliza em Portugal, transportámos em 2009 mais de 3 milhões de passageiros. Esperamos naturalmente aumentar este número em 2010 bem como o número de ligações a partir dos 4 aeroportos portugueses onde operamos, Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

Este ano tivemos a falência da MyAir, FlyGlobespan e SkyEurope, associadas ao modelo “low cost”. Concorda com as afirmações de que dizem que dentro de poucos anos só vão haver cinco companhias aéreas no total na Europa?
A easyJet tem demonstrado uma estratégia bastante eficaz com resultados financeiros muito fortes e com uma grande aceitação por parte da população em geral, tendo terminado este ano com um crescimento global de 24%.

Também em Portugal temos sido uma das companhias aéreas que mais tem crescido, sendo que fomos a segunda companhia aérea nos Verões de 2008 e 2009.

Além disso, o facto de outras companhias aéreas, ditas tradicionais, começarem já a adoptar o mesmo tipo de ofertas não só confirma como reforça a importância e o sucesso que a estratégia low cost tem nos dias de hoje.

Em 2009, a easyJet pareceu semi-adormecida, com menos novidades e acções. Com a saída de Andy Harrison, a companhia terá um novo CEO em breve. Podemos esperar mais energia, novas ideias e rotas em 2010?
Se tomar como exemplo o caso de Portugal e Espanha, não creio que possamos dizer de todo que a easyJet apresentou menos novidades ou acções, uma vez que este foi dos anos em que mais rotas foram anunciadas. Andy Harrison anunciou recentemente a sua decisão de deixar a companhia, no entanto só se retirará a Junho deste ano de modo a poder dar seguimento aos planos que temos em curso e passar toda a informação à sua equipa. A direcção anunciará a nova nomeação assim que oportuno, bem como todas as informações a esta inerentes.

, Janeiro 6th, 2010, Etiquetas:, , , , , , , ,

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14 Comentário sobre “A tendência é aumentarmos os movimentos nas melhores rotas portuguesas”, afirma Beatriz Fernández (easyJet)

  1. jferreira20 Responder

    6 Janeiro 2010 at 10:52

    Parabéns pela entrevista. Só fiquei com pena da pergunta da ligação Porto-Funchal não ter tido uma resposta inequívoca.

  2. lelo_terrori Responder

    6 Janeiro 2010 at 11:35

    Sou da mesma opinião! Ou será k ela n kis estragar a surpresa? será???

  3. Sérgio Bastos Responder

    6 Janeiro 2010 at 12:12

    É estratégia empresarial. Só anunciar quando está tudo confirmado. A Ryanair fez o mesmo, não responder a eventuais possibilidade de rotas e deixar tudo em aberto.

    Diz o ditado, “o segredo é a alma do negócio” :)

  4. filipe Responder

    6 Janeiro 2010 at 12:27

    nao entendi a “Há dias anunciámos duas novas rotas (Lisboa-Roma e Lisboa-Edimburgo) ” mas a rota Lisboa-Roma não está activa já desde Outubro?

  5. MV Responder

    6 Janeiro 2010 at 12:48

    A conversa do comprometidos com Portugal é sempre a mesma, mas continuamos a ser “satélite” de Madrid, como infelizmente aparenta ser em quase tudo.
    Que bom era ter um hub easyJet em qualquer um dos aeroportos Portugueses!… :)

  6. tangarizie Responder

    6 Janeiro 2010 at 13:43

    Havendo bases da Ryanair no Porto e em Faro, agora parecia-me bem uma base da Easyjet em Lisboa… e já agora no Porto também!

  7. Ric Responder

    6 Janeiro 2010 at 14:32

    E já agora em Faro também. Tem rotas e frequencias suficientes tanto no Verão como no Inverno para manter alguns aviões ocupados o dia todo.

  8. jpb Responder

    6 Janeiro 2010 at 15:11

    Ao contrario da Ryanair a politica de expansão de bases da Easyjet é mais selectiva, no sentido que preferem ter menos bases, mas com maior capacidade e numero de aviões. Apesar das rotas existentes em Faro não creio que optem por uma base por se repararmos no mapa das rotas estas só servem aeroportos nórdicos relativamente próximos uns dos outros, alem da posição periférica do algarve… Em Lisboa só acredito que avancem quando a TAP deixar o terminal 2.

  9. devaneios low cost Responder

    6 Janeiro 2010 at 15:37

    Faro é tão periférico como Lisboa…

  10. Luís Miguel Silva Responder

    6 Janeiro 2010 at 16:09

    Beatriz Fernández menciona: “Madrid sempre apostou numa promoção bastante clara da cidade enquanto destino internacional de primeira ordem no respeita aos voos low cost e na forma como beneficiam os passageiros.”

    Não será isto uma grande boca para Lisboa, e para as eventuais tentativas fracassadas de abertura de base naquela cidade?

  11. Ric Responder

    6 Janeiro 2010 at 18:21

    JPB,

    Não vejo absolutamente ligação nenhuma entre esses factos e a possibilidade de vir a existir uma base em Faro ou não.

    O que tem a ver a proximidade das rotas que serve? Isso não passa de uma curiosidade, não é razão para nada.

    E o que tem a ver a posição periférica do Algarve? O avião baseado aqui ou não, vem e volta na mesma! E além disso, na aviação nada é periférico. Num par de horas chega-se a qualquer lugar. Não percebi esses argumentos realmente.

    Em todo o caso eu não estava aqui a suplicar por uma base em Faro. Mas como só falaram em Lisboa e no Porto, pensei em frisar que também poderiam haver razões para abrir uma pequena base em Faro visto ser a principal companhia do aeroporto e cada vez ter mais rotas.

  12. António Maria Responder

    7 Janeiro 2010 at 10:55

    Oportuna entrevista. Parabéns! Na realidade as Low Cost estão a ser uma benção económica para o país: trazem negócio às cidades e regiões e permitem um contacto muito mais estreito e regular da diáspora portuguesa com o país. Este vai-e-vem dos nossos emigrantes, que são muitos e cada vez mais europeus, apresenta externalidade cuja importância seria bom avaliar convenientemente —diminuição da pegada ecológica, menos mortalidade nas estradas, mais movimentos pendulares (ponto-a-ponto), mas de menor duração, maior percepção do estado do país, etc…)

    ab
    a

  13. jpb Responder

    7 Janeiro 2010 at 14:01

    Ric

    Quando disse que existia proximidade entre as rotas que servia é sobretudo que estas se situam sobretudo no Reino Unido Alemanha e outros países nórdicos, se fores ver o mapa de rotas das restantes bases da Easyjet vais facilmente perceber que cobre uma extensão de rotas de norte a sul da Europa coisa que não seria rentável em Faro. Isso explica ser uma zona mais periférica que Lisboa, alem de possuir uma população mais reduzida, vive sobretudo do turismo com grandes oscilações de passageiros o que não é tão visível em Lisboa, basta olhar para o mapa de rotas e vês que é muito mais diversificada, serve tanto o nosso mercado como os turistas, enquanto que em Faro estas rotas tem sobretudo razão de existir pela procura de turistas e não dos portugueses.

  14. devaneios low cost Responder

    7 Janeiro 2010 at 15:22

    Contudo o mesmo problema de sazonalidade parece não ter obstado à (não pequena) base da Ryanair em Faro…

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