A TSF apurou que os movimentos do aeroporto da Portela estão perto da lotação. Neste Verão partem 37 aviões a cada hora número que, segundo as fontes contactadas, está a perto do limite de lotação (40 slots).
A situação tem-se agravado nos últimos três anos, pese embora a descida de tráfego de Lisboa em 2009. No primeiro dia de Verão, o aeroporto tinha 6,4% de voos em lista de espera, mais seis décimas que no ano passado. Actualmente, estão a aguardar 2525 voos.
Isabel Cysneiros, chefe da coordenação nacional de slots, avisa que o aeroporto está perto de atingir o limite. Isto, segundo dados do Verão. Por outro lado, o presidente da ANA refere que Lisboa pode passar a perder voos para Madrid caso não consiga corresponder às solicitações das companhias aéreas. Ambos concordam que é urgente ter operacional um novo aeroporto na região.
Lisboa é um destino cada vez mais apetecível por companhias aéreas e as autoridades de turismo têm realizado esforços para que oferta seja mais diversa no aeroporto.
Segundo dados recentes, há interesse / negociações para a implementação de bases da easyJet ou mesmo da Ryanair em Lisboa. Mas fica a questão, com base neste “alerta” da TSF, há condições para a Portela ter uma base de uma companhia low cost?
Sérgio Bastos, Julho 7th, 2010, Etiquetas:ana aeroportos, base low cost lisboa, easyjet, Lisboa, portela, ryanair, terminal 2, tsf, voos low cost2leep.com
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jferreira20
7 Julho 2010 at 8:33
Porque é que os aviões vão ser desviados para Madrid e não para o Porto ou Faro?
Rui
7 Julho 2010 at 9:21
É claro que a Portela tem condições ser base LowCost e que o Turismo de Lisboa dadas as circunstâncias em que se chegou muito precisa de uma verdadeira politica de LowCost que não a oficializada pelo actual regime / estratégia de Patron.
Afectem o terminal 2 da Portela às Low Cost (e companhias aéreas de bandeira europeias), as quais pelas suas práticas de operação e gestão irão maximizar as condições que lhe são "oferecidas". Load factor altos, tempos de rotação de cerca 30 minutos, onde idênticos aviões de uma Rya e/ou easy transportarão o dobro dos aviões da TAP.
Sendo a Portela (Ota, ou a Ota em Alcochete) um aeroporto terminal, cedo se irá chegar à conclusão que o Terminal 1 será praticamente exclusivo da TAP, ou de alguma outra operadora (ex.: Continental), que operam para fora do espaço Schengen.
Do acima ficam expurgados os tráfegos (e as águas) entre operadores concorrentes, não sendo muito difícil verificar-se dois cenários completamente distintos:
- Um Terminal 2 pleno de actividade;
- Um Terminal 1 "amorfo", onde para além do negócio aeronáutica estar em "low", o negócio não-aeronáutico (zonas comerciais) vão estar às moscas.
Estando as companhias aéreas de bandeira em clara racionalização de custos, BA, AirFrance com voos vindos de Londres e Paris vão colocar de parte o prestigio dessas cidades em favor dos custos de operação, por isso,…, TERMINAL 2.
Desta possível experiência de Filadélfia, vai-se concluir pela certa de que se iria construir um aeroporto novo de raiz APENAS PARA A TAP, colocando-se a questão: Será que a única empresa que tem HUB em Portugal / Lisboa, irá justificar os custos de um aeroporto novo?
No Porto, a TAP já foi ultrapassada pelas Low Cost, em Faro é residual, e…., lá chegará o tempo em se verá a Rya a voar para o Funchal.
Coloquem pois as Low Cost no Terminal 2 da Portela, afectem as Taxas aos luxos desse Terminal e analisem-se os resultados. Lisboa fica por certo mais a ganhar com as Low Cost dentro da própria capital (com o metro na Portela) do que com uma obra megalómana, a qual como já se disse apenas se irá destinar a um operador.
A
Rui
A
Rui
CarlosC
7 Julho 2010 at 10:52
E Rui como é que aumentas o numero de voos se o numero de slots está perto do limite? Como dizes o turn over das lowcost é mais rápido, mas para isso precisas de mais slots, não?
e já agora sobre a ideia do T2 para as low cost. O terminal só pode passar para outro uso quando a expansão do terminal1 estiver concluída. Precisa-se depois de alterar a estrada para circulação de pessoal de handling que está em frente do terminal. O T2 precisa de poder receber chegadas que não tem actualmente e para receber lowcost precisa de ter uma área não schegen que não tem (e já agora pessoal do sef para a operar)
Acresce o facto de ao contrário do opinião corrente, de que é a TAP a impedir. A tap anda a pedir uma área dedicada no terminal1 para Star alliance há pelo menos 3 anos.
Depois disso e para poderes atribuir o T2 vai ter que se fazer um concurso para atribuição do mesmo a ANA não pode dar um terminal a transportadora que quer,
O terminal2 tem uma capacidade de 2 milhões de passageiros/ano que é menos que os passageiros lowcost no aeroporto de lisboa. Como é que se gere o excesso.
A única com possibilidade de ter uma base na Portela é a Easyjet porque já detém m numero de slots que reaproveita se basear aviões em vez de se por na lista de espera por novos, mas isso não significa que tenha que ser no T2.
helder
7 Julho 2010 at 19:07
Aeroporto de Lisboa presta serviços de qualidade Low Cost as companhias e passageiros, praticando preços (taxas) de um Aeroporto HUB.
Senao vejamos, o Aeroporto de Lisboa oferece um serviço de processamento de malas mediocre. Frequentemente as malas tardam demasiado tempo a chegar ao tapete e para os passageiros em transito a mala nao embarca no aviao seguinte para grande afliçao dos passageiros em transito que pagaram as suas taxas quando compraram o bilhete.
O Aeroporto de Lisboa tem um serviço de estrangeiros e fronteiras que fica cheio com a chegada de uns quantos voos internacionais, fazendo que passageiros em transito percam os voos seguintes.
O Aeroporto de Lisboa recorre frequentemente a autocarros para embarcar os passageiros, ficando muitas vezes os passageiros dentro do Autocarro como sardinhas a espera da autorizaçao para abrir as portas, o que é muito mau para a satisfaçao dos passageiros.
Creio que o Aeroporto de Lisboa sera um otimo terminal Low Cost porque as companhias Low Cost nao precisam de todos estes serviços que o Aeroporto de Lisboa nao consegue oferecer com qualidade.
Nas companhias Low Cost os voos nao teem conexao, os passageiros vao a pe para o aviao e é encorajado o transporte da mala no aviao com taxas sobre as malas de porao e o check-in é feito pela internet.
Pelo que o Aeroporto de Lisboa sera e é ja um otimo Aeroporto Low-Cost que pratica preços de HUB internacional.
Mas o Aeroporto de Lisboa sera sempre um mau Aeroporto para fazer a conexao quer entre voos internacionais, quer entre voos Nacionais e voos Internacionais (que ate implicam mudança de Terminal)
Se alguem pretende que o Aeroporto de Lisboa seja um HUB Internacional entao teem que ser oferecidos serviços com qualidade internacional e para tar é necessario construir um Novo Aeroporto de Lisboa ou reformular profundamente o atual aeroporto.
Para ser mais um Aeroporto terminal como qualquer aerodromo Low-Cost, entao o Aeroporto de Lisboa ate ja é demais para a encomenda.
Rui
8 Julho 2010 at 22:27
Em muito agradeço os comentários / observações do Carlos, Helder e Ferreira.
Recorrendo a quem tem mais experiência no sector, com muito material publicado – Martins Pereira Coutinho, um sistema aeroportuário deve obedecer aos seguintes objectivos:
- Prestar serviços eficientes, competitivos e de qualidade, orientados para os clientes;
- Respeitar os requisitos do meio ambiente e os direitos dos passageiros;
-Desenvolver as infra-estruturas e os serviços aeroportuários necessários para dar resposta à duplicação e tráfego prevista a 20 e, por último, MELHORAR A EFICIÊNCIA E A OPTIMIZAÇÃO DE CUSTOS DE TODO O SISTEMA.
* A pista 35 da Portela está encerrada há quase 2 anos sem que ninguém o explique:
* O Aeroporto da Portela está saturado de tráfego aéreo o que é uma falsidade, sendo interessante ver post publicado neste site:
* Já antes de 1970 se procura orientar as consciências de que a Portela está saturada, …, já vão 40 anos:
* Existe possibilidade de expansão da Portela, isto apesar das opções urbanistas no sentido de inviabilizar a POrtela:
* Actualmente a Portela perde tráfego a favor de Porto, e este a favor de Vigo, operando nestes aeroportos a Rya:
* Badajoz está ao "virar da esquina" com todas as possibilidades do TGV em desviarem tráfegos (actuais e futuros) da Portela para Badajoz;
*Com áreas semelhantes à da Portela, outros aeroportos europeus como GATWICK e STANSET movimentaram em 2009 respectivamente 32 milhões e 20 milhões de passageiros. Porém, a Portela apenas movimentou 13 milhões de passageiros, menos 2,6% do que em 2008.
Do conhecimento prático que tenho de Hahn, o Terminal 2 excede as condições de Hahn, o que na gestão de uma Rya coloca qualquer premissa à partida como um dogma.
Um dos principais problemas da Portela, se não o mais importante é a gestão do espaço, havendo por isso lugar a novos desafios e competências, isto independentemente do modelo que se entenda para a ANA – privada ou pública.
Relativamente a Hahn que era uma base aérea Americana situada a 120 km de Frankfurt, vizinha do Luxemburgo e de França, com poucas ou nenhumas condições foram iniciadas as operações.
Para que ganhasse o titulo de Frankfurt, houve vários acordos, entre eles com a camionagem no sentido de permitir a circulação de autocarros para Frankfurt a 120 Km/H, pagando os operadores uma taxa suplementar. O bilhete para Frankfurt é de cerca 12 euros;
Em resultado da procura a este aeroporto foi construído um silo automóvel, havendo inclusivamente um reforço da rede viária (autoestrada) e ferroviária, por forma a dotar Hahn de condições que lhe permitam dar resposta a uma procura sempre crescente.
A Rya tem lá a sua base, não sendo de admirar que os voos do Porto para Hahn cheguem com 30 minutos de antecedência, oferecendo a sensação ao passageiros de que as primeiras tripulações a aterrar são as primeiras a descolar, ou seja, quem mais voa, mais ganha.
A gestão daquele aeroporto quase que se resume a um responsável com meios de comunicação simples que lhe permite gerir todo aquele espaço – sala de embarque, check.
Quem chegar por exemplo a Hahn às primeiras horas da manhã – 5:30 fica simplesmente pasmado pela quantidade de pessoas que recorrem aquele aeroporto vindas de distâncias superiores a 200 km.
É igualmente um aeroporto estratégico para toda uma economia industrial que existe no seu redor, sendo por isso um excelente ponto em termos de carga aérea.
Quanto à Portela e ao turismo de Lisboa a opção das lowcost deve ser estimulada / apoiada dado o retorno que já se verifica por exemplo no Aeroporto de Faro, esse sim um aeroporto com uma matriz de slots no "vermelho".
Coloque-se pois o Terminal 2 em função das LowCost e não o inverso como tem sido até hoje,…, ficando aqui a sugestão, agradecendo aos leitores e ao Pereira Coutinho.
andre Basto
5 Outubro 2010 at 20:45
tudo errado Sr. Rui….a Portela já nao tem capacidade para mais aviões (quem não vê não quer).. A pista 35 é cruzada com a 03…portanto não pode ser utilizada em simultaneo com a 03. Os slots (máximo 40) por hora são para o aeroporto inteiro e com 37 o aeroporto está a areebentar pelas costuras. A única solução seria a construção de outra pista…mas onde?? O aeroporto está rodeado por construção ou melhor dito cidade! O Sr. Rui diz que a Portela perde trafego para Porto e Vigo, onde opera a Ryanair – isto é Falso porque a Ryanair nem se quer opera em Vigo!