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Aeroporto Lisboa, Terminal 2, Ryanair, low cost, TAP e ANA na ordem do dia

A conferência de imprensa do CEO da Ryanair, Michael O’Leary (MOL), em Lisboa espoletou desenvolvimentos no mercado aéreo da capital, pelo menos a nível da comunicação.

Uma semana depois, as páginas de jornais ainda escrevem no assunto. Hoje, é a vez de Luiz Mor, vice-presidente da TAP, relembrar ao Público os apoios às companhias low cost e o perigo do Terminal 2 distorcer a concorrência e colocar em causa o “hub” de Lisboa da companhia de bandeira.

Algumas afirmações a reter na entrevista ao vice-presidente da TAP:

Sobre o modelo da Ryanair

“A Ryanair vive de vender passageiros para regiões de turismo. Só voa entre duas cidades que lhe paguem para voar. Com isso, consegue cobrar bilhetes mais baratos e gerar tráfego, mas vive dos subsídios que recebe, criando uma grande dependência”.

Sobre os subsídios

“Há dois tipos. Os subsídios transparentes, mas injustos, como os que apoiam as novas rotas, através do Turismo de Portugal. Construiu-se uma política que privilegia o tipo de empresa que se quer, na grande maioria low cost. E depois há subsídios que não são transparentes. Se o que a Ryanair diz é verdade e está a receber descontos na assistência em terra, a ANA está a usar a Portway para subsidiar a operação daquela empresa. E isso é um problema de concorrência sério para nós. E tudo isto terá de ser sujeito a aprovação de um ministério, do Governo.”

Sobre o modelo “actual” do terminal 2

“A TAP usa o terminal desde que foi inaugurado, pagando o mesmo que no terminal 1. Se a ANA criar uma tabela de preços mais barata e nós tivermos de sair, isso cria uma ameaça imensa ao hub de Lisboa. A ANA tem uma limitação legal. Não é legal obrigar as empresas a escolher entre um terminal ou outro. Não tenho problemas com a vinda das low cost, desde que isso não limite o nosso crescimento.”

Sobre a concorrência salutar

“Uma empresa como a TAP, de forte componente estatal, precisa de competição para evoluir. Protegendo-a iríamos adiar melhorias de eficiência.”

Sobre o Terminal 2 “barato” e para segmentos

“Está a haver um equívoco – por parte da ANA, mas também do Turismo de Portugal e da Associação de Turismo de Lisboa. Esse equívoco é pensar que a TAP é imortal. A ANA estará a distorcer se criar um terminal 2 mais barato e se utilizar a Portway como factor de distorção da competição.”

Conclusão

Fruto de quezílias e indefinição “à portuguesa”, e de obras por concluir, o Terminal 2 está num impasse desde que foi inaugurado, agosto 2008, quanto à estratificação de serviços. Como resultado, o segmento low cost representa menos de 15% dos passageiros voados na capital.

Em aeroportos de outros países existem terminais dedicados a companhias regionais, low cost ou regulares com passageiros a deslocarem-se a pé para o avião para proceder ao “turnaround de 25 minutos” exigido pelas baixo custo. Ainda este fim-de-semana foi inaugurado uma nova infraestrutura no aeroporto de Santiago de Compostela, Galiza.

Por outro lado, os subsídios continuam na ordem do dia, legais e/ou ilegais. O jornal i, numa reportagem no rescaldo do “incêndio” MOL, referia que o Governo considera que os apoios são “transparentes” para todos. O Público tem escrito sobre o programa de apoios iniciative.pt, realçando os apoios às companhias low cost, não se esquecendo de referir que SATA, Aigle Azur, TAP e outras companhias têm sido “beneficiadas”.

Na disputa/indefinição entre companhias aéreas, empresas aeroportuárias, associações de turismo e Governo, quem perde é o consumidor. Mais concorrência em Lisboa trará a descida de preços, eficiência às empresas, novas alternativas e destinos para os passageiros portugueses e mais turistas à cidade e país.

, Setembro 20th, 2011, Etiquetas:, , , , , ,

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