E se a SATA fosse uma companhia low cost?

O tema da aviação low cost nos Açores ainda não teve um fim. Na imprensa do arquipélago, continuam a surgir reacções sobre a promoção de mais concorrência no mercado aéreo.

Ontem, o presidente da SATA, António Gomes de Menezes, explicou porque é que a companhia não pode ter tarifas low cost. Fê-lo à margem de uma conferência promovida pelo Banco Espírito Santo dos Açores, em Ponta Delgada.

“Numa lógica de ‘low cost’ teriamos que deixar de voar algumas rotas um ou dois meses para atingirmos taxas de ocupação que permitissem essas tarifas”, afirmou.

As obrigações de serviço público exigem que a SATA faça um voo diário Lisboa – Ponta Delgada e quatro por semana entre Lisboa e a ilha Terceira. O presidente da região autónoma dos Açores, Carlos César, referiu recentemente que vai proceder a alterações nas obrigações de serviço público para promover mais “elasticidade” no sector aéreo que serve as ilhas.

Na intervenção de ontem, o presidente fez valer que a companhia a que preside não recebe subsídios em 70% das rotas em que voa pois são liberalizadas. Referiu também que a tarifa da SATA é inferior à da Air Berlin que opera com um voo semanal entre Ponta Delgada e Nuremberga e a qual considera ser uma companhia aérea low cost.

A Air Berlin é a segunda companhia aérea alemã em termos de tráfego e tanto opera no curto e médio curso, como faz voos para Pequim ou África do Sul. Realiza serviços que vão de low fare, a charter ou a regular mas distancia-se actualmente do preço de uma easyJet ou Ryanair. Recentemente, a consultora Anna Aero excluiu-a do barómetro anual de low cost europeias por considerar não estar a actuar neste segmento de mercado.

, Março 30th, 2010, Etiquetas:, , , ,

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3 Comentário sobre E se a SATA fosse uma companhia low cost?

  1. Joao Silva Responder

    30 Março 2010 at 14:30

    Penso que as obrigacoes de servico publico da SATA podem, com o minimo de criatividade,em parte, ser resolvidas com “tele-conferencing”, ou outras maneiras de comunicar. Por a industria de turismo, e todos os sectores que podem beneficiar economicamente, refem da situacao presente, nao e justo…

  2. Hugo da Conceição Responder

    30 Março 2010 at 15:13

    Caro João Silva,

    Vai ter de me explicar como é que a tele-conferência pode resolver a situação de a SATA estar obrigada por Lei a efectuar vôos diários em rotas determinadas. Não consegui perceber o seu raciocínio.

    Cumprimentos

  3. rolando Responder

    30 Março 2010 at 21:57

    Boa noite,
    Então se são só dois meses por ano, que não haveriam voos, significa que em 10 meses é possivel ter tarifas mais baixas low cost. Sugiro então um concurso de serviço público para dois meses,com preços low cost.Porque se é subsidiado tem que ser mais barato, ou não será assim?
    A verdade é que a Ryanair pretende viajar para os Açores com um preço médio de 70 euros one way, e no próximo concurso público concorre e ganha ,e a Sata Internacional abre falência em seis meses.A protecção excessiva também tem riscos.

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