É a notícia do dia, a Iberia e a British Airways chegaram a um acordo de fusão. Do outro lado do Atlântico, segundo afirma a Reuters, a US Airways e United Airlines estão em conversações para se fundirem sucedendo a idêntica estratégia da Delta e Northwest em 2008.
O mercado de transporte aéreo evoluiu aceleradamente na última década. Crises de preço do petróleo, atentados terroristas, alarmes de doenças e a grande competição transatlântica e no curto e médio curso, promovida pelo proliferar das companhias low cost fora do continente americano, contribuíram para falências, fusões, sustentação de alianças e compras pelos principais grupos aéreos.
As palavras de Michael O’ Leary, CEO Ryanair, ganham cada vez mais sentido. Diz repetidas vezes que dentro de poucos anos os céus europeus não deverão ter mais do que cinco companhias aéreas. O ritmo de falências não tem abrandado e por outro lado, as grandes empresas respondem à concorrência de curto, médio e longo curso convergindo (Air France – KLM), comprando companhias (Lufhansa) ou reestruturando-se (Alitalia).
Recentemente, o CEO da BA revelava-se conformado com a perda de mercado para as low cost nos voos domésticos e europeus. Contudo, as regulares praticam cada vez mais, preços competitivos que levam o consumidor a pensar duas vezes antes de voar.
Por outro lado, há low cost a mudar “discretamente” de modelo, e de preços, sendo cada vez mais difícil de designar de “baixo custo” uma companhia que vende serviços, por exemplo, em agências de viagem.
Entre várias desistências e falências, há companhias que resistem crescendo o máximo possível e com futuro indefinido (Ryanair) e outras que procuram soluções criando uma aliança (Air Asia – JetStar).
Na Europa, a competição entre low cost e “tradicionais” tem sido feroz. Ganhou o consumidor.
Na fusão da Ibéria com a British Airways persistirá a Vueling e a companhia espanhola tem planos para começar a operar com uma segunda low cost em Novembro de 2010. A British Airways deverá estar atenta ao desenvolvimento desta companhia e, quem sabe, adoptar um sistema idêntico à Transavia (KLM – Air France).
A Ryanair, a companhia low cost que mais passageiros transporta nos céus europeus, não parece estar incomodada com a fusão das companhias de bandeira espanhola e britânica. Daniel de Carvalho, director de comunicação, afirma ao Low Cost Portugal: “a fusão da Iberia com a British Airways resultará em tarifas mais elevadas para os passageiros à medida que são consolidadas. Face à perda de passageiros, as duas companhias parecem dois bêbados que se apoiam para tentarem ficar em pé”.
Sérgio Bastos, Abril 8th, 2010, Etiquetas:british airways, iberia, ryanair, transavia, united airlines, us airways2leep.com
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MV
8 Abril 2010 at 23:47
O Daniel padece do mesmo “charme” que o Mentor!
Isto dito por um representante de uma companhia Irlandesa…
A T
9 Abril 2010 at 23:42
Essa frase dos bebados foi mesmo proferida pelo mentor ha uns meses atras.