A abertura da base no Porto, a 33ª da Ryanair, foi conhecida há 12 meses. A 2 de Julho de 2009, Michael Cawley, o Chief Operating Officer da companhia, deu a conhecer um investimento de 140 milhões de euros que se traduziria em novas rotas, dois aviões, empregos e no fomento da economia local.
Actualmente a base voa para 24 destinos, tem três aviões e poderá, em breve, superar a TAP como companhia que mais passageiros transporta no aeroporto Francisco Sá Caneiro.
Assinalamos a data, entrevistando uma das personagens que lidou e lida com centro operacional do Porto. Daniel de Carvalho, director de comunicação da Ryanair.
Entre avanços e recuos, a base no Porto levou quantos anos a negociar antes de ser anunciada a 2 de Julho de 2009?
Daniel de Carvalho – Houve conversações desde que começámos a operar para o Porto. Ou seja, desde 19 de Janeiro de 2005, data em que estreámos a ligação para Londres (Stansted).
Desde início operacional da base (Outubro/Novembro 2009), o tráfego do aeroporto do Porto tem crescido na ordem dos dois dígitos. Coincidência ou efeito Ryanair?
DC – Claramente efeito Ryanair. Há passageiros que têm mudado das tarifas altas da easyJet, Transavia ou TAP mas também há pessoas que antes não voavam e têm preferido a nossa oferta.
Que impacto tem hoje a Ryanair no desenvolvimento económico e turístico do Porto e região norte?
DC - Este ano transportaremos 2,5 milhões passageiros de/para o Porto o que sustentará 2500 postos de trabalho. Os visitantes deixarão aproximadamente 275 milhões de euros na região.
Perspectiva-se, em breve, que a Ryanair ultrapasse TAP em número de pessoas transportadas. Qual o futuro do segmento low cost e regular no aeroporto Francisco Sá Carneiro?
DC -A TAP continua a ter razão de ser nas rotas intercontinentais. Em viagens até 3 horas os passageiros preferem gastar o mínimo dinheiro possível. Aceitam fazer a reserva na internet e escolher o próprio lugar quando embarcam.
Produtos mistos de tarifas altas e pretensamente baixas complicam o que deve ser simples: escolher a rota e fazer a reserva ao preço mais baixo como em Ryanair.com.
Quanto maior complexidade, maiores os custos. A aviação é e deve ser complexa nas operações de voo e manutenção. Mas para quê complicar o processo comercial?
Entre as sete novas rotas não vemos Escandinávia. Houve a rota de Estocolmo mas foi cancelada. Não seriam destinos a pensar já que parecem estar a resultar em Faro?
DC – É uma opção ainda em aberto. Faro vende-se pois o Algarve é cada vez mais popular entre os nórdicos. O mesmo esforço promocional pode mudar a capacidade de atracção do Porto. Por agora, a alternativa é a ligação doméstica já que permite a viagem de turistas do Algarve ao norte do país.
Quem gosta de cultura, para além de praia, tem a tendência de visitar Lisboa. Chegou a altura de olhar mais a acima do país e completar as férias na região norte.
Qual o momento mais feliz e qual o mais complicado nos meses que já se cumpriram da base do Porto?
DC – O momento mais complicado foram os dias em que fomos forçados a cancelar dezenas de voos no Porto por uma alegada nuvem de cinzas. Eu próprio fui afectado como passageiro e estive no aeroporto a ajudar na informação aos clientes. Os passageiros foram magníficos, compreenderam a situação. Creio que a internet deu uma ajuda importante, foi uma excelente ferramenta de informação e de reservas.
O momento digno de maior nota é o da inauguração de cada nova ligação. É o caso da rota de Carcassonne, local belo a sul de Franca, que começou há dois dias.
Sérgio Bastos, Julho 2nd, 2010, Etiquetas:aeroporto francisco sá carneiro, base, daniel carvalho, michael o leary, Porto, ryanair2leep.com
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toucego
2 Julho 2010 at 11:48
Bem, o Daniel Carvalho tem uma visão mto optimista acerca do episódio da nuvem de cinzas…lol
Quanto a Carcassome, já tenho uma viagem marcada por lá…depois faço um review ao aeroporto no fórum…
Rui
2 Julho 2010 at 13:27
Vamos lá ver se a afectação do Terminal 2 da Portela fica definitivamente para as LowCost.
No médio curso, a história da Rya vs TAP no Porto será certamente "copy / paste" aqui na Portela.
A
Rui
Nelson
2 Julho 2010 at 14:47
Boa entrevista, contudo acho que ficaram perguntas por fazer como por exemplo, para quando novas bases e onde ? para quando voos transatlântico ? Se acharia que Lis seria uma boa aposta ?
Parabéns pela entrevista.
Low Cost Portugal
2 Julho 2010 at 14:55
Viva Nelson,
A questão aqui era mesmo o Porto. Assinalar o anuncio de há 1 ano. Essas questões são importantes mas o Daniel de Carvalho costuma ser lacónico, responde com "não comento" ou "quando houver novidades serão anunciadas". Ou seja, respostas nada informativas para quem a faz e lê
Dai que fiquem para próxima oportunidade.
Obrigado pelos comentários!