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Ryanair transporta quase 800 mil passageiros no Porto em 2007

O aeroporto Francisco Sá Carneiro registou 3.986.748 passageiros em 2007, o que dá um crescimento de 17.2% face ao ano anterior.

foto: scot_w_9 (flickr)A Ryanair e Transavia cotaram-se no top 5 das principais companhias do ano. A “low cost” irlandesa transportou 798.700 passageiros, ocupando o segundo posto, e a sucursal do grupo Air France-KLM cerca de 117.159 passageiros quedando-se pelo quinto lugar.

Em Dezembro 2007, os lugares cimeiros eram ocupados pelas respectivas companhias:

TAP             129.374
Ryanair         76.382
Lufthansa     17.448
Transavia     16.835
easyJet         14.969

No Porto, a Ryanair está a 50 mil passageiros da TAP. Daqui a um ano, teremos a companhia de bandeira nacional no lugar cimeiro do aeroporto da cidade invicta?

, Janeiro 7th, 2008,

2leep.com

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Comentário sobre Ryanair transporta quase 800 mil passageiros no Porto em 2007

  1. Rui Responder

    9 Janeiro 2008 at 0:15

    Tirada daqui:

    http://apeapt.com/forpt/viewtopic.php?t=1749

    Isto (o que não é pouco):

    O presidente da Ryanair afirmou hoje que a companhia só ainda não criou uma base no Porto devido às elevadas taxas praticadas pela gestora aeroportuária ANA, que têm vindo a condicionar o seu crescimento na região.

    “Se a ANA concordar com os termos da Ryanair, os passageiros transportados [pela companhia] no Porto poderão passar de um para três milhões/ano, 80 por cento dos quais seriam visitantes oriundos de toda a Europa com vontade de conhecer a região, com as enormes vantagens daí decorrentes”, afirmou Michael O’Leary em conferência de imprensa no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

    Contudo, “o desenvolvimento da região tem sido travado pela ANA”, que não tem oferecido “as condições competitivas que outros aeroportos de Espanha, Itália e Polónia”, disse.

    Apelando à gestora dos aeroportos portugueses para “dar ao Porto a liberdade para ser mais criativo e trabalhar com a Ryanair”, O’Leary admitiu que, caso a companhia receba uma boa proposta da ANA, o Porto venha a ser uma das próximas bases a criar.

    “Em meados de Dezembro será anunciada a nossa próxima base, que deverá ser em Itália, Polónia ou Espanha, mas se a ANA ouvir a nossa mensagem e nos der uma grande resposta poderá até ser no Porto”, afirmou.

    Caso tal não aconteça em Dezembro, Michael O’Leary deixou em aberto que se concretize em Fevereiro de 2008, altura em que será criada uma outra base na Europa, ou em Agosto, data de um novo anúncio de mais uma base.

    “Mantemos o diálogo aberto, mas a questão é com a ANA”, sustentou, destacando a vontade assumida por parte do Aeroporto do Porto e do seu presidente, Fernando Vieira, mas a sua actual impossibilidade de competir com outros aeroportos onde os custos de instalação da Ryanair são duas, ou mesmo quatro, vezes inferiores.

    Segundo adiantou, para basear no Porto cerca de três a quatro aviões, conforme pretendido, o investimento da Ryanair rondará os 300 milhões de dólares.

    Bastante crítico quanto à gestão da ANA, que diz não ter “visão de longo de prazo”, o presidente da companhia aérea irlandesa apontou como mau exemplo o Aeroporto de Lisboa que, apesar de servir uma capital europeia, mantém uma “reduzida dimensão” devido à sua falta de competitividade.

    “Lisboa e o Porto podiam crescer muito mais se desenvolvessem o tráfego de baixo custo”, considerou, afirmando que a Ryanair não é bem-vinda em Lisboa “porque seria uma grande ameaça para a TAP”.

    Contudo, alertou, “a TAP vai acabar por ser comprada por uma grande companhia europeia, provavelmente a mesma que comprar a Ibéria, pelo que a ANA precisa é de desenvolver muitas rotas de baixo custo a partir do Porto e Lisboa, para não estar dependente das grandes companhias”.

    Também presente na conferência de imprensa, o director do Aeroporto Francisco Sá Carneiro afirmou que “quer a Ryanair, quer a ANA, têm vontade de ter uma base no Porto e a região tem mercado para isso”.

    “Mas é um negócio muito grande e difícil, que demora o seu tempo e pode acabar bem ou mal”, disse, recordando que o próprio “namoro” inicial entre o aeroporto e a Ryanair, para trazer a companhia a operar no Porto, “demorou dois anos”.

    Questionado sobre a competitividade do Aeroporto do Porto, Fernando Vieira afirmou que é “mais barato que alguns aeroportos estrangeiros e mais caro do que outros”, sendo o papel da Ryanair tentar negociar o menor custo.

    Relativamente ao tempo que podem ainda demorar as negociações com a companhia irlandesa, o director do aeroporto limitou-se a dizer que “nunca faltou tão pouco”.

    “A Ryanair é o segundo maior cliente do Aeroporto do Porto, com um desempenho extraordinário que está a ser o “grande culpado” pela taxa de crescimento de 17 por cento que temos tido”, afirmou para admitir a importância da companhia para a região.

    Convocada para assinalar os dois milhões de passageiros transportados pela Ryanair em Portugal desde o início das suas operações no país, em 2003, a conferência de imprensa de hoje serviu também para anunciar a venda, ao preço promocional de 10 euros (taxas incluídas) e durante os próximos cinco dias, de 200 mil lugares nos aviões da companhia.

    Com um total de 463 rotas e 23 bases em vários países, a Ryanair transportou 50 milhões de passageiros este ano, praticando uma tarifa média de 44 euros.

    O objectivo da empresa passa por “duplicar o número de passageiros transportados nos próximos anos”.

    Em Portugal, onde opera nos aeroportos de Faro e do Porto, com 17 rotas, a Ryanair transportou 1,3 milhões de passageiros em 2006 e é responsável por 1.300 postos de trabalho e 200 milhões de euros de gastos em turismo.

    Do Porto, onde iniciará cinco novas rotas entre Novembro e Dezembro, a Ryanair voa para Madrid, Valência, Barcelona, Dublin, Bristol, Paris, Marselha, Liverpool, Londres, Frankfurt, Milão, Pisa e Estocolmo.

    Questionado sobre a possibilidade de a companhia vir a operar no aeroporto do Funchal, Michael O’Leary admitiu que tal venha a acontecer, embora não a curto prazo.

    “A Madeira é um pequeno mercado para nós, que não tem grande interesse”, disse.

    Já no que diz respeito a Faro, o presidente da Ryanair afirmou que as operações da Ryanair continuarão a crescer, embora não ao ritmo do Porto, que é a grande aposta.

    “Sempre que abrirmos uma nova base na Europa ligá-la-emos a Faro, mas o grande potencial de crescimento da Ryanair em Portugal será no Porto, onde queremos multiplicar por três ou quatro o actual sucesso”, sustentou.

    Lusa
    _________________
    Henrique Marinho

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