Um aeroporto, três vias em aberto

Desde 1969 várias opções foram faladas, e descartadas, para dar solução à construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa. A poucos meses de uma decisão final, várias cartas ainda estão na mesa.

À boa maneira portuguesa opiniões abundam, consensos não. Num universo já mais restrito há: defensores da opção Ota; do estudo de Alcochete; e de da hipótese Portela em consonância com um aeroporto “low cost”. Esta, mesmo sem haver um estudo concreto, é tida pelo governo como “inviável”.

Depois de grupos de defesa da opção Ota e da Margem Sul, parece emergir um do “Portela + 1“. Às “inquietações” do CDS-PP, juntam-se agora as da Confederação do Turismo Português (CTP).

Durante a semana passada em informações à imprensa, afirmaram que o aeroporto da Portela deveria ser requalificado e que um dos aeroportos militares da grande Lisboa poderia ser adaptado para companhias de vôos não regulares (“low cost” e “charters”).

“A actual conjuntura turística é penalizada pela política seguida pela gestão dos aeroportos nacionais que não favorece a utilização dessas nossas infra-estruturas por companhias de “low-cost”, ao contrário do que acontece na vizinha Espanha, que, convém frisar, é o nosso principal concorrente em termos de destino turístico”, constatavam.

Uma vez mais, os cidadãos portugueses podem sair especialistas de um assunto debatido até à exaustão. O último foi a Interrupção Voluntária da Gravidez. Uma coisa é certa, seja qual for a opção escolhida, importa que seja a melhor para que não voltem a ser aprovados  investimentos hoje em dia perdulários.

Recorde-se que alguns estádios do Euro 2004 são hoje casas vazias, com rendas altíssimas que sufocam autarquias. Aquando da decisão de os construir, eram aprovadas por “estudos”. Ou por “discernimento” político?

Fonte: Público, Diário de Negócios

, Junho 18th, 2007, Etiquetas:, , , ,

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5 Comentário sobre Um aeroporto, três vias em aberto

  1. Martins Responder

    18 Junho 2007 at 20:28

    Por favor a portela 1 e já…..
    Eu não sou militante de partidos nem alimento guerrilhas, mas conheço a europa quase toda em low cost e esta é a melhor solução.
    Sim aos pequenos aeroportos e não a grandes obras de arte!
    Nós não queremos o jumbo a aterrar no Samouco hó em qualquer outro lado!!
    Se e muito bem a Espanha é nosso adversário, então vejam a espanha, quantos grandes aeroportos tem Espanha!!!!!
    0 ou 1???????
    Sim talvez,talvez e …. Madrid!!!!
    Mas e o resto.
    Espanha tem de 30 aeroportos e todos mini-aeroportos!!
    E chega… pois o tráfego é aliviado com estes minusculos que absorvem as low cost!!!!
    Qualquer cidade espanhola tem aeroporto!!!!!!!!!!
    Por favor é portela e mais 1 !!!!!!!!!!!!!

  2. Rui Responder

    18 Junho 2007 at 22:58

    “Martins” tenha calma que eles vão lá “Por exclusão de partes”.

    Em breve (final do verão) a formula mágica “TAP PGA” vai ter de se descartar no mínimo de 3000. Agora que esgotaram os cancelamentos de voos, estão por rotação a cancelar voos aqui e ali. Depois do verão vai ser a aplicação do conceito de “Organização CANCELA, … está cancelado!”.

    Desconfio que se para se manter a rentabilidade financeira do privados para comprar por atacado a ANA Portela Ota o governo do Sr. Cousa vai ter de lançar uma OPA à AENA (ANA espanhola), olha que fazer uma uma OPA à ANA-Drago é bem complicado.

    Pois, espere-se que a easy ou a Rya vão ser os maiores operadores nos aeroportos nacionais. Já o disse, e estimo que os crescimentos das LC (na Portela 70% em 2008) e a remodelação “conservadora” da Accenture na TAP PGA, as Low Cost estão já a condicionar a Ota (Alcochete tb).

    Desculpem a deriva “politica”, mas o PS não tem técnicos que percebam de aviação, e os que têm estão coniventes com o regime. Do PSD estão “emboscados”, ou sejam, “só disparam se lhes apetecer” (alguns tb se passaram para o outro lado).

    As coisas estão tão evidentes que eu (do sector ferroviário) até à distância as cheiros. Ainda há pouco estive a ver o Pedro Silva Pereira (PSP) na SICNoticias (Hora PS) a equivocar-se.

    Parece que ainda há tempos alguém dizia que por via da sua gestão se iria distribuir dividendos pelos colaboradores da TAP.

    Pois a coisa está insustentável, e nisto existem coincidências de mal estar:

    - TAP
    - PGA
    - Groundforce
    - Avis
    - Abreu.

    Vamos ter calma e acompanhar o desenvolver da situação.

    Abraço
    rs

  3. tekno_lx Responder

    19 Junho 2007 at 12:07

    qualquer que seja a opção a Ota nunca deverá fazer parte da equação.

    aponto-me para dois cenários faseados

    1- adaptação já de um aeroporto low cost na AML ( ou em último caso Monte Real que dista 120 km -)

    2-construção faseada do NAL em Alcochete, tendo em conta no futuro ser o unico aeroporto na AML tendo capacidade para atrair low costs

    3- ( longo prazo )opção de desmantelar a Portela caso tudo corra bem com Alcochete..

  4. Martins Responder

    19 Junho 2007 at 19:20

    Nunca desmantelar a portela !!!!
    Sim há portela e mais 1 e já!!!!!!!
    Seja Montijo, Alverca,Alcochete ou meso o Samouco!!!!!!!!
    Será que não existe alguém com alguma aceitação no governo que explique a esta gente o que é low cost!!!!!!!!!
    Nunca mas mesmo nunca a grandes aeroportosmas sempre , sempre,mas sinceramente mesmo sempre a pequenos e uteis aeroportos!!!!!!!!!
    Na nossa vizinha espanha não se fala e cria- se, constroi-se logo, pequenos, minusculos mas uteis aeroportos!!!
    Málaga, Granada,alicante,Jerez,Barcelona só aqui são 3 pequenos,Badajoz,Etc…etc…são 30 e tal aeroportos minusculos mas uteis!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Martins Responder

    19 Junho 2007 at 19:27

    Hó Rui vamos ter calma ,é isso mesmo ,mas estou cá com uns nervos .
    Pois isto são só interesses!!!!!!!
    Porra ,vamos desenvolver Portugal!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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