O presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, foi entrevistado pelo Público. Expressou, em vários momentos, a ligação directa que a região tem com o tráfego operado por companhias low cost.
Sobre a perda de turistas do Algarve
“O Algarve, neste momento, encontra-se numa mudança de paradigma. A operação clássica dominou o negócio durante as últimas décadas, mas, hoje em dia, existe também um movimento de directos, que vêm através das low-cost, que marcam as viagens através da Internet. É uma mudança que está a deixar algumas marcas, mas que poderá ter vantagens, em termos de qualidade”.
Sobre a questão das low cost trazerem turistas com menor poder de compra
“Isso é um mito urbano. A verdade é que já não há um equilíbrio entre a tradicional operação turística e as low-cost. Se olharmos para os números do aeroporto de Faro, 70 por cento do tráfego é low-cost. Há, de facto, um desequilíbrio. O que gostaríamos de ver era um maior equilíbrio entre os voos charter e as low-cost. Preferia que tivéssemos um cenário desses, mas entre o cenário que temos e nada, prefiro ter as low-cost”.
Sobre a possibilidade de novas rotas low cost em Faro
“Este ano foi marcado por acordos muito expressivos com a Ryanair e com a easyJet. A abertura da base da Ryanair foi a melhor notícia que o Algarve poderia ter este ano porque significa mais turistas, mais passageiros de novos mercados e menos dependência do mercado britânico. Estão sempre a ser negociadas novas rotas e vão abrir mais ainda este ano”.
Sérgio Bastos, Maio 12th, 2010, Etiquetas:algarve, Faro, low cost2leep.com
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arroba
12 Maio 2010 at 13:07
Boa entrevista ao Sr Aires.
A frase em que diz que o “ano foi marcado por acordos muito expressivos com a Ryanair e com a easyJet” evidencia a razão de que algumas LCC deixam ao abandono os seus pax quando há problemas dos quais se podem descartar, pois a sua receita já foi garantida por terceiros.
Muitas queixas houve sobre inúmeras situações em aeroportos por toda a Europa. Provavelmente muitos dos paxs afectados por voos cancelados desistiram de pedir compensações e reembolsos dos respectivos bilhetes comprados, o que traduz em receitas extra sem ter prestado o serviço (em especial os que ainda não tinham começado a viagem).
max
12 Maio 2010 at 17:59
Bratislava é o sussuro dominante em Faro, neste momento.