Michael O’Leary em entrevista à Bloomberg Businessweek

Numa extensa entrevista à Bloomberg Businessweek, Michael O’ Leary, CEO da Ryanair, reafirma as acções polémicas que pretende pôr em prática e justifica a sua visão da aviação comercial.

Nas suas palavras, as questões mais quentes:

Dois pilotos? Um mais o piloto automático ou um comissário de bordo fazem maravilhas.

“Por que é que todos os aviões têm de ter dois pilotos? Na verdade, só é preciso um. Vamos retirar o segundo. Deixemos que o computador o pilote. Se o piloto tiver alguma emergência, toca o alarme, chama-se um comissário de bordo, e ele/ela pode assumir a situação”

Senhor passageiro, transporte a bagagem até ao avião, sffv

“Os aeroportos são locais estupidamente complicados, tudo porque temos esta norma inútil de retirar as malas aos passageiros no início da viagem para a devolver novamente no final. Livremo-nos disso. O passageiro leva a mala com ele, para a pista e carrega-a no avião”

“Acabaram os tempos da Pan Am, ou de cruzeiros que tinham empregados de luvas brancas a transportarem bagagens. Estamos em 2010, carreguem a sua própria bagagem”.

“Fomos a primeira companhia a cobrar por bagagem, agora toda a indústria observa o que fazemos”.

“Uma das frases feitas é que o consumidor tem sempre razão. Normalmente, o consumidor está errado. A única vez que o cliente se faz ouvir é quando se queixa das regras da indústria e as quer quebrar.”

Casas-de-banho, assentos verticais e mordomias

“Viajar pode ser agradável e enriquecedor. É só um processo físico de se deslocar do ponto A para o ponto B e não tem de ser agradável nem enriquecedor. Tem de ser rápido, eficiente, económico e seguro”

“Nenhum avião da Ryanair terá apenas assentos verticais. O cliente terá sempre o poder de escolha, pode viajar sentado. O argumento mais recorrente é de que se houver um acidente as pessoas saem magoadas. Tal acontecerá também que viajam sentadas”

Arriscar para mudar

“Se não se tiver um ponto de vista radical no negócio do transporte aéreo, continua-se a seguir o mesmo modelo dos outros parvos da indústria: esta é a forma como é, e assim tem de continuar. Assim, nada se muda”.

“Finalmente desfizemos o mito de que viajar de avião era uma espécie de experiência sexual única. Não é. É apenas uma forma de chegar do ponto A ao ponto B”.


, Setembro 6th, 2010, Etiquetas:, ,

2leep.com

Siga-nos no Facebook:

17 Comentário sobre Michael O’Leary em entrevista à Bloomberg Businessweek

  1. Silver-Eye Responder

    6 Setembro 2010 at 11:14

    O'leary ao ataque! hehehehe..

  2. Soraia Responder

    6 Setembro 2010 at 12:30

    Porquê viajar de avião, quando se pode ir a nado!! Este Sr. só quer acabar com a industria com estas ideias de cariz mercantil! Por isso não viajo na Ryannair, sempre poupo dois ou três euros!

  3. Pedro Responder

    6 Setembro 2010 at 13:26

    Isso não é ilegal, só ter um piloto?

    Numa coisa até não discordo, que é a cena de levar as bagagens, então no aeroporto de Lisboa e de Madrid seria o ideial

  4. Jorge Responder

    6 Setembro 2010 at 13:31

    Este senhor tem a mania que e quem!
    Eu so quero ver se um dia por azar um aviao cai!
    Adeus Ryanair!

  5. Pedro Responder

    6 Setembro 2010 at 14:40

    já houve vários casos de pilotos que tiveram um ataque cardiaco e morreram durante o vôo, o que valeu foi haver outro piloto… Embora me pareça que, neste caso, O Leary esteja a gozar, quer escandalizar para ser falado. E em situações de emergência ou de condições climatéricas adversas, duas cabeças pensam melhor que uma. Quanto a levar a própria bagagem ou pagar para ir ao quarto de banho, concordo.

  6. Jpb Responder

    6 Setembro 2010 at 14:56

    Grande parte da entrevista é apenas umas forma de fazer propaganda a ele próprio, sabe de ante mão que é não é permitido ter apenas um piloto, a ideia de viajar de pé sem assentos também, não e é viável vai contra normas de segurança internacionais… Quanto ao resto é esperar para ver, mas parecem me mais revindicação do que outras coisas pois se realmente quisesse ou pudesse ter aplicado essas taxas ou metodologias já o teria feito

  7. Soraia Responder

    6 Setembro 2010 at 15:55

    Não posso considerar uma ideia de carregar as bagagens para o avião. A quantidade de postos de trabalho que isso afectará! Ninguémm pensa nisso. Ele que tanto promove o emprego!! Qualquer dia até bebés podem pilotar aviões. È óbvio que muito do que ele menciona são estratégias de marketing, mas já nada espanta.

    • jferreira20 Responder

      8 Setembro 2010 at 21:15

      Ó Soraia, por essa lógica não havia Via Verde, check-in online, bilheteiras automáticas, etc…

  8. Marco Responder

    6 Setembro 2010 at 18:39

    Ele não promove emprego nenhum. Queres trabalhar para ele pagas, rouba o máximo que pode nas nossas comissões, etc. 2 palavras para esse irlandês que nunca diz nada de jeito e se limitou a copiar um modelo low-cost dos EUA:

  9. Luís Miguel Silva Responder

    6 Setembro 2010 at 20:56

    Goste-se ou não se goste, ninguém duvida que é um caso de estrondoso sucesso como gestor, e graças a ele, muitas pessoas podem fazer algo que antes só poderia sê-lo em sonhos, viajar!

    Obrigado Michael!

  10. Pedro Responder

    7 Setembro 2010 at 0:40

    A pensar nos postos de trabalho?! Então não haveria check-in online, pessoas a ir a pé para o avião, reservas feitas através da internet, etc

  11. Pedro Responder

    7 Setembro 2010 at 0:44

    Para quê inventar o que já está inventado? é simples, basta copiar! Para quê complicar?

  12. Soraia Responder

    7 Setembro 2010 at 12:03

    Não sou contra as facilidades colocadas pelas companhias aéreas, mas daí á extinção de postos de trabalho é inadmissivél. Até a própria segurança de passageiros e aeronaves é posta em causa. Prefiro pagar mais 10 euros e saber que tenho algum contributo na mantenção de postos dde trabalho. Ridículo este senhor

  13. Pedro Responder

    7 Setembro 2010 at 20:11

    Ficamos em quê, Soraia?! A favor das facilidades colocadas pelas companhias aéreas ou dos postos de trabalhos? Não sei se já reparou mas não dá para ser favorável a ambas!!! Dou-lhe 2 exemplos elucidativos: Quando a ryanair decidiu pelo check-in online a 100% (facilidade), cada vôo passou a ter apenas um balcão (para entrega de malas) em vez dos habituais dois, o que corresponde a um corte de 50% nos postos de trabalho. Outro: a tap tinha um call center com muitas pessoas, sómente para reservar as viagens dos seus passageiros. Com a possibilidade de o fazerem pela internet (facilidade), as chamadas diminuiram substancialmente, daí que obviamente tiveram de mandar pessoas embora. Como vê, não dá para ser favorável a ambas! Também não sei se já reparou mas as facilidades que descrevi são consequência do progresso e sem progresso ainda hoje estariamos na idade da pedra! Escolhe o progresso ou prefere ficar parada no tempo?!!!

  14. Soraia Responder

    8 Setembro 2010 at 11:52

    Caro Pedro as facilidades são um factor do progresso, mas devem ser encaradas com peso e medida, não prejudicando terceiros. não concordo com a abolição de postos de trabalho simplesmente porque o convém viajar a dois euros. O progresso não tem que significar desemprego.

  15. Pedro Responder

    8 Setembro 2010 at 22:47

    Dei-lhe 2 exemplos concretos e por isso esperava também uma resposta concreta em vez da resposta superficial que deu…

  16. Pedro Leite Responder

    14 Setembro 2010 at 9:30

    Respostas destas são típicas da Soraia.
    Eu não quero saber de postos de trabalho para nada.
    Todos nós temos de nos adaptar ao mercado. Eu mesmo o fiz e o resultado é que vivo entre aeroportos… portanto, adaptem-se que a vida é feita de progresso e mudança.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>